Como elaborar um plano de formação para os professores

Por: Muriele Massucato

Sabemos que coordenador pedagógico assume diferentes responsabilidades na escola, mas a principal delas precisa ser a de formador. É por meio das formações continuadas que os professores repensam e qualificam suas práticas, aprimorando a sua atuação para atingir melhores resultados na aprendizagem dos alunos. Por isso, essa é uma tarefa que devemos planejar e realizar com bastante cuidado.

Na escola onde trabalho, eu e minha parceria, a coordenadora pedagógica Célia, organizamos um instrumento para levantamento das necessidades formativas do grupo. Solicitamos aos professores que escrevessem em um papel os temas de interesse. As informações foram coletadas por segmento, separando os assuntos entre “Creche e Educação Infantil” e “Ensino Fundamental”. Ainda solicitamos que os auxiliares em Educação opinassem, pois também devemos criar um plano de formação voltado a eles.

Cada aspecto deve ser aprofundado durante vários encontros, passando pelo levantamento dos conhecimentos prévios, estudos com aporte teórico, atividades em grupo e individuais, observação e socialização de boas práticas e reflexões com base em atividades realizadas na sala de aula, dentre outras possibilidades. Por essa razão, foi necessário que tomássemos quatro cuidados para eleger do que trataríamos nas nossas reuniões:

1) Observar o que era do interesse da maioria

Elencamos tudo o que foi citado pela maioria para usarmos nos encontros. Temas que indicavam a necessidade específica de um ou outro profissional serão abordados pontualmente no acompanhamento do plano de ação do professor.

2) Ler a avaliação do PPP do ano anterior

Atentamos ao plano de formação e avaliação do projeto político pedagógico (PPP) do ano anterior. Por ser o nosso primeiro ano de trabalho nesta Unidade Escolar, precisávamos saber o que já havia sido tratado anteriormente, para evitar assuntos repetitivos e que não ajudariam o grupo.

3) Possibilitar a escuta do diretor e da vice-diretora

Conversamos com os profissionais de gestão que estão há mais tempo na unidade, pois poderiam nos apontar quais são os assuntos prioritários, pensando nas necessidades que são comuns a toda a escola. No caso, foi destacada a produção de texto no Ensino Fundamental.

4) Ler relatórios de transição das coordenadoras pedagógicas anteriores

A leitura dos relatórios de transição também ajudou muito em nosso trabalho, já que as coordenadoras anteriores escreveram no documento tudo o que tinha sido possível realizar e o que ficou pendente para o ano seguinte. Caso não houvesse esse relatório, tentaríamos conversar com elas ou obter essas informações com os demais profissionais que permaneceram.

Depois de escolher os objetos de estudo, iniciamos a escrita do plano de formação. Para facilitar o planejamento e execução do plano, organizamos um documento por trimestre, em que constam os objetivos, conteúdos, metodologias, formas de avaliação e justificativas do estudo planejado. Separamos o que estava voltado à Educação Infantil e o que era do Ensino Fundamental.

Por fim, o nosso plano de formação está pronto e será inserido no PPP 2017 para acesso de toda equipe escolar e comunidade. Enxergamos esse material como um compromisso da coordenação pedagógica frente ao processo de formação continuada e qualificação da equipe docente. De agora em diante, devemos colocá-lo efetivamente em prática e reavaliá-lo com base nas necessidades observadas no dia a dia.

E vocês, realizam o plano de formação docente? Como elaboram a escrita deste documento? Vamos trocar experiências?

Muriele Massucato

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