A educação é um direito de todos e PARA TODOS; para isso a escola deve se adequar às necessidades educacionais de seu alunado. Necessidades Educativas Especiais não é sinônimo de deficiência como muitos ainda pensam… leia um trecho da Resolução que trata deste assunto:

RESOLUÇÃO CNE/CEB No. 02/2001 Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica

Art. 5º Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais os que, durante o
processo educacional, apresentarem:
I – dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que
dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos:
a) aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica;
b) aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências;
II – dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais alunos, demandando a
utilização de linguagens e códigos aplicáveis;
III – altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os leve a dominar
rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes.

Fonte: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CEB0201.pdf
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DISLEXIA:

Definida como um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na área da leitura, escrita e soletração, a dislexia é o distúrbio de maior incidência nas salas de aula. Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.

Ao contrário do que muitos pensam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela é uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.

Por esses múltiplos fatores é que a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento mais efetivo das dificuldades após o diagnóstico, direcionando-o às particularidades de cada indivíduo, levando a resultados mais concretos.

Sinais de alerta:
a dislexia é genética e hereditária, se a criança possuir pais ou outros parentes disléxicos quanto mais cedo for realizado o diagnóstico melhor para os pais, à escola e à própria criança. A criança poderá passar pelo processo de avaliação realizada por uma equipe multidisciplinar especializada, mas se não houver passado pelo processo de alfabetização o diagnóstico será apenas de uma “criança de risco”.

Haverá sempre:
– dificuldades com a linguagem e escrita ;
-dificuldades em escrever;dificuldades com a ortografia;
-lentidão na aprendizagem da leitura;

Haverá muitas vezes:
-disgrafia (letra feia);
-discalculia, dificuldade com a matemática, sobretudo na assimilação de símbolos e de decorar tabuada;
-dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização’;
-dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas;
-dificuldades para compreender textos escritos;
-dificuldades em aprender uma segunda língua.

haverá às vezes:
-dificuldades com a linguagem falada;
-dificuldade com a percepção espacial;
-confusão entre direita e esquerda.

Pré escola 
Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
-Dispersão;
-Fraco desenvolvimento da atenção;
-Atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem;
-Dificuldade em aprender rimas e canções;
-Fraco desenvolvimento da coordenação motora;
-Dificuldade com quebra cabeça;
-Falta de interesse por livros impressos;
-O fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que ela seja disléxica;

há outros fatores a serem observados. Porém, com certeza, estaremos diante de um quadro que pede uma maior atenção e/ou estimulação.

Idade Escolar
Nesta fase, se a criança continua apresentando alguns ou vários dos sintomas a seguir, é necessário um diagnóstico e acompanhamento adequado, para que possa prosseguir seus estudos junto com os demais colegas e tenha menos prejuízo emocional:
– Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;
-Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras);
-Desatenção e dispersão;
-Dificuldade em copiar de livros e da lousa;
-Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pintura) e/ou grossa (ginástica,dança,etc.);
-Desorganização geral, podemos citar os constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de materiais escolares;
-Confusão entre esquerda e direita;
-Dificuldade em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc.;
-Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
-Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc.;
-Dificuldades em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc.;
-Dificuldade na matemática e desenho geométrico;
-Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomias);
– Troca de letras na escrita;
-Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;

Problemas de conduta como: 
– Depressão, timidez excessiva ou o ‘’palhaço’’ da turma;
– Bom desempenho em provas orais.Se nessa fase a criança não for acompanhada adequadamente, os sintomas persistirão e irão permear a fase adulta, com possíveis prejuízos emocionais e conseqüentemente sociais e profissionais.
Adultos

Se não teve um acompanhamento adequado na fase escolar ou pré-escolar, o adulto disléxico ainda apresentará dificuldades:
– Continuada dificuldade na leitura e escrita;
– Memória imediata prejudicada;
– Dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
– Dificuldade em nomear objetos e pessoas (disnomia);
– Dificuldade com direita e esquerda;
– Dificuldade em organização;

Aspectos afetivos emocionais prejudicados, trazendo como conseqüência: depressão, ansiedade, baixa auto estima e algumas vezes o ingresso para as drogas e o álcool.

DIAGNÓSTICO
Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, não confirmam a dislexia. E não pára por aí, os mesmos sintomas podem indicar outras situações, como lesões, síndromes e etc.Então, como diagnosticar a dislexia?Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve se procurar ajuda especializada.Uma equipe multidisciplinar, formada por Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).

Há algum método ou linha eficaz?
Não há nenhuma linha de tratamento que seja considerada ‘’a melhor’’ ou ‘’a única’’. O importante é a aceitação e adaptação do próprio disléxico à linha adotada pelo profissional. O que podemos dizer é que como a principal característica dos disléxicos é a dificuldade da relação entre a letra e o som (Fonema -Grafema), na terapia deverá ser enfatizado o método Fônico. Deve-se também treinar a memória imediata a percepção visual e auditiva. É sugerido que se adote o método multissensorial, cumulativo e sistemático. Ou seja, deve-se utilizar ao máximo todos os sentidos. Um exemplo básico é poder ler e ouvir enquanto se escreve. O disléxico assimila muito bem tudo que é vivenciado concretamente.

Fonte:ABD – Associação Brasileira de Dislexia http://www.abd.org.br/

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A cartilha “Facilitando a Alfabetização – Multissensorial, Fônica e Articulatória”, foi aprovada e reconhecida pelo Ministério da Educação. Foi testada em campo nas cidades de Brasília e Goiás. As autoras da obra: Maria Angela Nogueira Nico e Áurea Maria Stavale Gonçalves cederam os direitos autorais. A cartilha foi produzida com a mobilização de profissionais e voluntários da ABD, com recursos próprios vindos de sua forma de administração auto-sustentável.
Kit Completo – 2ª EdiçãoA cartilha atende aos profissionais da área de educação para suprir as principais dificuldades dos disléxicos, e vem acompanhada de um caderno multissensorial , que tem a função de estimular o visual, o auditivo, e o tátil sinestésico. Inclui um vídeo explicativo sobre o método, exercícios e aplicabilidade. O material pode ser usado na alfabetização e re-alfabetização de qualquer individuo, seja ele portador de dislexia ou não. O kit completo da Cartilha (2ª Edição) com o Caderno Multissensorial e o DVD poderá ser adquirido diretamente da ABD.

Fonte: ABD Associação Brasileira de Dislexia http://www.abd.org.br/

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LIVRO PARA CRIANÇAS SOBRE DISLEXIA

JOÃO, PRESTE ATENÇÃO!

Autora: Patrícia Secco

 Assim como João, inúmeras crianças, com bom nível intelectual, são incapazes de utilizar adequadamente a leitura, a escrita, a interpretação de textos

 ..

Clique no endereço abaixo e conheça o conteúdo do livro

http://www.dislexia.org.br/material/materiais/JoaoPresteAtencao.pdf

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Zameen Par Tradução para o Português: “Como Estrelas na Terra – Toda Criança é Especial”

Um filme indiano, de Bollywood que conta a história um menino de 8/9 anos que tem dislexia; por não conseguir ler e escrever seus pais, sob pressão da escola, o colocam em um colégio interno de rígida disciplina. Um professor substituto de artes, percebe seu sofrimento e procura auxiliá-lo. Vale a pena conferir…

Clique abaixo e veja uma cena do filme:

http://www.youtube.com/watch?v=D3C4sFs9wcQ

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E AINDA,

Atualmente, os investigadores na área de Psicolingüística aplicada à educação escolar apresentam a hipótese de déficit fonológico como a que justificaria, por exemplo, o aparecimento de disléxicos com confusão espacial e articulatória.
Desse modo, são considerados sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita os seguintes erros:
erros por confusões na proximidade especial:
a) confusão de letras simétricas;
b) confusão por rotação e
c) inversão de sílabas
confusões por proximidade articulatória e seqüelas de distúrbios de fala:
a) confusões por proximidade articulatória;
b) omissões de grafemas, e
c) omissões de sílabas.
As características lingüísticas, envolvendo as habilidades de leitura e escrita, mais marcantes das crianças disléxicas, são:
a acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever;
confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças sutis de grafia: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u; etc;
confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e;
confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x;c-g;m-b-p; v-f;
inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.
Segundo Mabel Condemarín1987, p.23), outras perturbações da aprendizagem podem acompanhar os disléxicos,:
Alterações na memória
Alterações na memória de séries e seqüências
Orientação direita-esquerda
Linguagem escrita
Dificuldades em matemática
Confusão com relação às tarefas escolares
Pobreza de vocabulário
Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo)

Fonte: http://www.wikipédia.org.br/

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SERÁ QUE SEU FILHO É DISLÉXICO?

Entre 3 a 6 anos (Na pré-escola)

1. Ele persiste em falar como um bebê?
2. Freqüentemente pronuncia palavras de forma errada?
3. Não consegue reconhecer as letras que soletram seu nome?
4. Tem dificuldade em lembrar o nome de letras, números e dias da semana?
5. Leva muito tempo para aprender novas palavras?
6. Tem dificuldade em aprender rimas infantis?

Entre 6 ou 7 anos (Primeira-série)

1. Tem dificuldade em dividir palavras em sílabas?
2. Não consegue ler palavras simples e monossilábicas, tais como “rei” ou “bom”?
3. Comete erros de leitura que demonstram uma dificuldade em relacionar letras a seus respectivos sons?
4. Tem dificuldade em reconhecer fonemas?
5. Reclama que ler é muito difícil?
6. Freqüentemente comete erros quando escreve e soletra palavras?
7. Memoriza textos sem compreendê-los?

Entre 7 e 12 anos

1. Comete erros ao pronunciar palavras longas ou complicadas?
2. Confunde palavras de sonoridade semelhante, como “tomate” e “tapete”, “loção” e “canção”?
3. Utiliza excessivamente palavras vagas como “coisa”?
4. Tem dificuldade para memorizar datas, nomes ou números de telefone?
5. Pula partes de palavras quando estas têm muitas sílabas?
6. Costuma substituir palavras difíceis por outras mais simples quando lê em voz alta; por exemplo, lê “carro” invés de “automóvel”?
7. Comete muitos erros de ortografia?
8. Escreve de forma confusa?
9. Não consegue terminar as provas de sala-de-aula?
10. Sente muito medo de ler em voz alta?

A partir dos 12 anos

1. Comete erros na pronúncia de palavras longas ou complicadas?
2. Seu nível de leitura está abaixo de seus colegas de sala-de-aula?
3. Inverte a ordem das letras – “bolo” por “lobo”, “lago” por “logo”?
4. Tem dificuldades em soletrar palavras? Soletra a mesma palavra de formas diferentes numa mesma página?
5. Lê muito devagar?
6. Evita ler e escrever ?
7. Tem dificuldade em resolver problemas de matemática que requeiram leitura?
8. Tem muita dificuldade em aprender uma língua estrangeira?
Fontes: Time – July 20, 2003 – The New Science of Dislexia – By Christine Gorman http:/www.interdys.org/index.jsp

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Tratamentos

A maioria dos tratamentos para dislexia enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e a fluência na leitura. Esses métodos ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e frases –pois, para eles, cada termo lido acaba se parecendo com uma “nova palavra”.
É aconselhável que a criança disléxica leia bastante em voz alta para que possa ser corrigida no ato. Alguns estudos sugerem que um tratamento adequado e ministrado bem cedo pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais a ponto de elas se tornarem mínimas –isso no caso de dislexia leve, mas, mesmo para portadores de grau médio ou severo, um tratamento direcionado pode diminuir os sintomas. Como os disléxicos costumam ser muito inteligentes, tendem a ativar outras áreas do cérebro para compensar suas perdas de memória e concentração.
Muitos especialistas sugerem, inclusive, que pessoas disléxicas, por serem forçadas a pensar e aprender de forma diferente, se tornam mais criativas e têm idéias inovadoras que superam as de não-disléxicos. Pode não ser determinante, mas vale lembrar que algumas personalidades que se tornaram célebres também eram portadoras desse distúrbio, entre elas o desenhista Walt Disney, a escritora Agatha Christie, o inventor Thomas Edison e o ator Tom Cruise (que diz ter sofrido muito no início da carreira para memorizar seus roteiros).
Mesmo que a dislexia não seja curada, conviver com ela é necessário. Os portadores têm, inclusive, direitos assegurados por lei. Crianças com dislexia podem, por exemplo, pedir para refazer provas orais, ter uma hora a mais nas provas escritas e usar livremente uma calculadora.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4475.shtml

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Acima da média

Entretanto, é comum que a dislexia venha acompanhada de uma inteligência acima da média, havendo inclusive exemplos de superdotados disléxicos. É o caso de José Rigoni Júnior, 26, que descobriu possuir o distúrbio aos 18 anos, quando já era aluno da USP (Universidade de São Paulo).
Rigoni conta que sempre teve dificuldades na escola, chegando a ser reprovado cinco vezes, apesar de entender todo o conteúdo transmitido pelos professores. O problema é que ele não conseguia expressar esse conteúdo por meio da escrita.
Rigoni conseguiu recuperar o tempo perdido no ensino fundamental por meio de uma lei federal que permite que alunos especiais como ele sejam avançados de série. Na faculdade, ele fazia provas no computador, com o auxílio de corretor ortográfico, ou respondia às perguntas oralmente.
Líderes
Em casos mais leves, o paciente pode nunca perceber que possui o distúrbio. O empresário Cláudio Teixeira, 44, por exemplo, descobriu ser disléxico apenas aos 36 anos de idade. Ele sempre teve dificuldades no período escolar, tanto que mudou de colégio oito vezes durante o Ensino Fundamental e Médio.
“É algo desgastante, influencia muito na vontade de estudar. As letras pulam, mexem de lugar, não dá para aprender. Mas ao mesmo tempo te dá uma garra, uma força para gerenciar, liderar”, afirma.
Conforme apontam as pesquisas, essa característica de que o empresário fala é comum à maioria dos disléxicos. Uma das hipóteses apontadas para isso é a configuração cerebral dessas pessoas.
Elas costumam ter o lado direito do cérebro, relacionado às atividades criativas, maior que o esquerdo. Isso faz com que eles geralmente procurem atuar em profissões liberais e artísticas.

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