O GETMAISCONCURSOS deseja a todos os educadores um feliz dia dos professores.

Dia do professor: o que se comemorar?

“Num país de tamanhas desigualdades sociais como o Brasil, a luta pela qualidade da educação pública tem sido tarefa central dos próprios trabalhadores em educação. Professores e funcionários das escolas são penalizados como se fossem condenados no mito de Sísifo. Narra a mitologia grega que determinado indivíduo foi condenado pelos deuses a eternamente carregar uma rocha morro acima. Quando vai se livrar da pena, pois está chegando ao cume onde a pedra deve ser depositada, esta lhe escapa e despenca morro abaixo, fazendo-o voltar ao vale e reiniciar toda a tarefa. O trabalho do professor no Brasil – classificado de penoso, segundo a Organização Mundial da Saúde – se inscreve neste mito.”

“Texto do Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963, estabelece que “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função de mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”. A normativa pretendia padronizar a data, cuja origem remonta à primeira iniciativa de construção de um sistema público educacional, ocorrida no Brasil imperial de 1827. Exaltada muito mais como um missionário que um profissional, essa categoria vive uma luta por reconhecimento permanente. A educação básica pública sempre se confundiu com a ideia de cuidado; escolas normais que formavam professores tinham em sua ampla maioria a presença da mulher, exatamente por considerar que à mulher cabia o papel de cuidar e educar. O ensino superior, por sua vez, era predominantemente masculino e desde sempre com melhores salários.”

 No dia 15 de outubro de 1827, Pedro I, Imperador do Brasil baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A ideia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima – caso tivesse sido cumprida.

 Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor.

 Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 1 de junho a 15 de dezembro, com apenas dez dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a ideia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.

 O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, Piracicaba, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. A sugestão foi aceita e a comemoração teve presença maciça – inclusive dos pais. O discurso do professor Becker, além de ratificar a ideia de se manter na data um encontro anual, ficou famoso pela frase “Professor é profissão. Educador é missão”. Com a participação dos professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a ideia estava lançada.

A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: “Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias

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