Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira, 27, a diretoria do Sinproesemma se posicionou contra o retorno das aulas presenciais nas redes estadual e municipais de ensino no Estado do Maranhão. Foi deliberado que devido aos altos índices de contaminação e óbitos provados pela Covid-19 e a falta de um planejamento mais palpável da Secretaria Estadual de Educação para o retorno das aulas, é impossível garantir segurança para a comunidade escolar, colocando assim a vida dos trabalhadores em educação e dos alunos em risco.

O posicionamento da diretoria do Sinproesemma vai ao encontro do direcionamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), da FIOCRUZ e pesquisadores da saúde que se posicionaram contra a volta.

“Esse vírus é letal. Não podemos chegar a uma situação de ter mortes de profissionais e estudantes para só depois tomar providências”, disse o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

Segundo o diretor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente do Trabalho do Sinproesemma, Wilas de Moraes, ainda existe uma taxa muito alta de contágio e óbitos provenientes da pandemia do coronavírus.

“Existe uma estabilidade no platô de casos, mas com taxas muito elevadas e a efetivação dos protocolos divulgado pelo governo ainda não estão claros, por isso, reiniciar as aulas nesse momento é muito perigoso”, explicou Wilas.

Já para a vice presidente do Sinproesemma, Hildinete Rocha, é necessário ter pé no chão e discernimento.

“O Maranhão é muito grande e com realidades muito diferentes. Não podemos colocar a vida de trabalhadores em educação e alunos em risco. Antes de voltar as aulas presenciais é necessário termos as condições e garantias para esse retorno, como testagem para a comunidade escolar, por exemplo”, disse Hildinete.

Para o secretário de Assuntos Educacionais do Sinproesemma, Amarildo Silveira, é consenso na diretoria que não existem condições favoráveis para a volta das aulas presenciais.

“É necessário implementar diretrizes específicas para o retorno, com ampla testagem para comunidade escolar, sala de aula com metade dos alunos e sem casos confirmados de coronavírus na rede de saúde há pelo menos 15 dias, elevar os hipertensos para o grupo de risco, formação para os profissionais da educação na implantação dos protocolos, entre outros”, avaliou Amarildo.

Ao final da reunião, a direção do Sinproesemma solicitou junto ao governo do Estado, através da Secretaria Estadual da Educação (Seduc) uma reunião, em caráter de urgência, para deliberar sobre a volta às aulas presenciais no dia 10 de agosto. Os diretores também entenderam ser o momento oportuno de fazer uma escuta, através de pesquisa objetiva, junto a categoria sobre o reinício das aulas.

“Entendemos que nesse momento existem várias condicionantes que apontam para uma precipitação do retorno das aulas, com altas taxas de letalidade do contágio do coronavírus e sem testagem suficiente para a toda a comunidade escolar, colocando em risco os trabalhadores em educação, alunos e familiares. É preciso que o governo do Estado reveja esse posicionamento, até mesmo tomando como base outros estados da Federação, que mesmo com a estabilidade nos casos, decidiram não retornar as aulas presenciais, pois a curva epidemiológica ainda é muito alta. Cientistas apontam para uma segunda onda de contaminação de contágio, então é necessário colocar esse retorno mais para a frente, mediante protocolos mais efetivos e seguros que garantam a saúde e a vida das pessoas. A direção entende que nesse momento nos posicionaremos contrários a essa retomada das aulas presenciais no mês de agosto”, finalizou Raimundo Oliveira.

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