Filosofia: Viver em busca do bem, aula para o 9º ano

   Ao contrário dos animais não somos movidos pelo instinto. Somos movidos por nossas ideias, gostos, desejos e interesses, afinal, podemos refletir e escolher entre diversas direções e atitudes.
A humanidade aponta o bem como critério para orientar nossas escolhas. Com base na ideia de bem, podem-se estabelecer socialmente algumas regras de conduta. O conjunto dessas regras é denominado moral.
Muitos filósofos acreditaram na possibilidade de encontra uma moral universal uma regra que fosse válida para qualquer pessoa, em qualquer circunstância. Destes, destacou-se Immanuel Kant, ela dizia que todo indivíduo precisava reconhecer e respeitar a humanidade dos outros, agindo sempre do modo como gostaria que os demais também agissem. Essa era regra universal. Contrariando essa ideia de moral universal no final do século XIX, o filósofo alemão Friedrich Nietzsche afirmava que as pessoas não possuem uma única moral mas, sim, diversas morais.

Immanuel Kant
“Toda moral deve se basear no respeito à humanidade de cada um”

Friedrich Nietzsche
“Existem vários sóis… E existem várias morais…”Muitos acreditam que, aprendendo e seguindo regras morais, podemos ser bons, viver e conviver bem, construir um mundo melhor. Mas será que regras morais bastam para que isso se realize? Será que todas elas são boas e merecem ser aceitas? E quando as seguimos contra nossa vontade, isso nos torna pessoas boas? Ou sermos bons também depende dos nossos pensamentos e sentimentos?
As ideias de bondade e empatia(buscar colocar-se no lugar de alguém, tentando: ver o mundo sob o olhar dessa pessoa) fazem as pessoas imaginarem como poderia ou como deveria ser o mundo social: com bens materiais e morais disponíveis para todos. Porém, não encontramos isso na realidade.

Para Aristóteles a justiça, assim como outras virtudes, deveria seguir uma “justa medida”, um equilíbrio entre o excesso e a falta. Além disso, pensando em sua aplicação às relações sociais, esse filósofo a dividia em três tipos:

  • Justiça distributiva = aplicada pelos governantes aos seus governos, distribui honras e riquezas conforme o mérito, a fim de manter o equilíbrio entre os que ocupam igual posição;
  • Justiça comutativa = a qual organiza e equilibra as trocas de bens, cometidos o critério de igual valor;
  • Justiça corretiva = aquela que busca o equilíbrio entre os delitos cometidos e os castigos correspondentes.


 Aristóteles
“Ser justo é tratar os iguais como iguais, sem excesso, nem falta!”

A noção aristotélica de justiça previa uma condição de igualdade e equilíbrio entre os cidadãos gregos. No entanto, nem todos eram considerados cidadãos na cidade em que Aristóteles vivia. Isso demostra o quanto é difícil uma medida realmente justa nas relações sociais estabelecidas.

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