Professor Correia

AS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA PARA OS ESTUDOS DA CONSCIÊNCIA (P.06)

Os mestres da suspeita-(P.7)

Nietzsche: O critério da vida (P.8)

             As COISAS QUE CHAMAMOS DE “AMOR” (P.12)

Para entender a consciência, sua ligação com a realidade vivenciada e as possibilidades sua extensão, torna-se necessário entender também os processos que embora ocorra no interior de cada um de nós, fogem à nossa consciência. Esses acontecimentos influenciam tanto no mundo como percebemos as coisas, quanto em nossa conduta.

Consciência é relação da Alma consigo mesmo, uma relação intrínseca seca ao ser humano,” interior ou espiritual” pela qual ele pode conhecer -se de modo imediato e privilegiado e por isso julgar de forma segura e infalível.

O homem é uma corda estendida entre a Fera e o super-homem uma corda sobre um abismo

P.8 (Cap.1)

Com respeito aos limites do conhecimento que adquirimos no mundo, Leia o é certo a seguir da obra Crítica da Razão Pura de immanuel Kant.

“A capacidade de receber (a receptividade) representações dos objetos segundo a maneira como eles nos afetam denomina-se sensibilidade. Os objetos nos são Dados mediante a sensibilidade, e somente ela é que nos fornece intuições; Mas é pelo entendimento que elas são pensadas, sendo dele que surgem os conceitos. Todo pensamento deve. Em última análise, seja direta ou indiretamente, acessibilidade, porque de outro modo nenhum objeto nos pode ser dado”.

Dessa forma, Emanuel Kant refuta as antigas correntes filosóficas que arrasam atribuíam a aquisição do conhecimento em detrimento da sensibilidade. Para Kant, os elementos formais ea percepção sensível concluem para formação do conhecimento.

Nietzsche: o critério da vida P.8

Filho de um pastor protestante, Frederich Nietzsche nasceu na Alemanha. Esse filósofo estudou profundamente a tradição literária, teológica, e filosófica do ocidente e trouxe grandes contribuições para a filosofia ao fazer um estudo genealógico dos valores, isto é, uma busca pela origem histórica de alguns valores. Nietzsche lançou, assim, uma suspeita os valores Postos pela nossa civilização, que pelo contexto particular de seu surgimento, não podem ser tomados como Um fundamento universal. Além disso, definiu o conhecimento como interpretação, Isto é, como um processo de atribuição de sentidos, e que, por isso seria limitado e incapaz de explicar a realidade. Após a leitura de um mundo como vontade e representação de Arthur Shopenhaur,  Nietzsche  passou a se interessar pelas reflexões ideias filosóficas desse intelectual, que coloca a verdade no plano individual, Isto é, do sujeito que percebe o mundo e conforme essa percepção existe

As coisas que chamamos de amor – Friedrich Nietzsche

Vale a pena ler com bastante atenção o aforismo abaixo, retirado da obra “A Gaia Ciência”, de Nietzsche. O filósofo questiona o significado de amor, relacionando-o com o conceito de ego ao ponto de interpreta-los como uma coisa só nomeada de formas diferentes. Ele explica o desejo de posse nos relacionamentos afetivos e deixa claro que considera a monogamia um formato muito egoísta. Ao final do aforismo, Nietz expõe o que é o amor ideal para ele. Confiram!

As coisas que chamamos de amor – Friedrich Nietzsche

“Cobiça e amor: que sentimentos diversos evocam essas duas palavras em nós! – e poderia, no entanto, ser o mesmo impulso que recebe dois nomes; uma vez difamado do ponto de vista dos que já possuem, nos quais ele alcançou alguma calma e que temem por sua ‘posse’; a outra vez do ponto de vista dos insatisfeitos, sedentos, e por isso glorificado como ‘bom’.

Nosso amor ao próximo – não é ele uma ânsia por nova propriedade? E igualmente o nosso amor ao saber, à verdade, e toda ânsia por novidades?

Pouco a pouco nos enfadamos do que é velho, do que possuímos seguramente, e voltamos a estender os braços; ainda a mais bela paisagem não estará certa do nosso amor, após passarmos três meses nela, e algum litoral longínquo despertará nossa cobiça: em geral, as posses são diminuídas pela posse. Nosso prazer conosco procura se manter transformando algo novo em nós mesmos – precisamente a isto chamamos possuir.

Enfadar-se de uma posse é enfadar-se de si mesmo.

(Pode-se também sofrer da demasia – também o desejo de jogar fora, de distribuir; pode ter o honrado nome de “amor”.)

Quando vemos alguém sofrer, aproveitamos com gosto a oportunidade que nos é oferecida para tomar posse desse alguém; é o que faz o homem benfazejo e compassivo, que também chama de “amor” ao desejo de uma nova posse que nele é avivado, e que nela tem prazer semelhante ao de uma nova conquista iminente.

Mas é o amor sexual que se revela mais claramente como ânsia de propriedade: o amante quer a posse incondicional tanto sobre sua alma como sobre seu corpo, quer ser amado unicamente, habitando e dominando a outra alma como algo supremo e absolutamente desejável.

Se considerarmos que isso não é outra coisa senão excluir todo o mundo de um precioso bem, de uma felicidade e fruição; se considerarmos que o amante visa o empobrecimento e privação de todos os demais competidores e quer tornar-se o dragão de seu tesouro, sendo o mais implacável e egoísta dos ‘conquistadores’ e exploradores; se considerarmos, por fim, que para o amante todo o resto do mundo parece indiferente, pálido, sem valor; e que ele se acha disposto a fazer qualquer sacrifício, a transtornar qualquer ordem, a relegar qualquer interesse: então nos admiraremos de que esta selvagem cobiça e injustiça do amor sexual tenha sido glorificada e divinizada a tal ponto, em todas as épocas, que desse amor foi extraída a noção de amor como o oposto do egoísmo, quando é talvez a mais direta expressão do egoísmo.

Nisso, evidentemente, o uso linguístico foi determinado pelos que não possuíam e desejavam – os quais sempre foram em maior número, provavelmente. Aqueles que nesse campo tiveram posses e satisfação bastante deixaram escapar, aqui e ali, uma palavra sobre o ‘demônio furioso’, como fez o mais adorável e benquisto dos atenienses, Sófocles: mas Eros sempre riu desses blasfemos – eram, invariavelmente, os seus grandes favoritos.

– Bem que existe no mundo, aqui e ali, uma espécie de continuação do amor, na qual a cobiçosa ânsia que duas pessoas têm uma pela outra deu lugar a um novo desejo e cobiça, a uma elevada sede conjunta de um ideal acima delas: Mas quem conhece tal amor? Quem o experimentou? Seu verdadeiro nome é amizade.”

O homem é uma corda estendida entre a Fera e o super-homem uma corda sobre um abismo P.8 (Cap.1)

Com respeito aos limites do conhecimento que adquirimos no mundo, Leia “o é certo a seguir” da obra Crítica da Razão Pura de immanuel Kant.

“A capacidade de receber (a receptividade) representações dos objetos segundo a maneira como eles nos afetam denomina-se sensibilidade. Os objetos nos são Dados mediante a sensibilidade, e somente ela é que nos fornece intuições; Mas é pelo entendimento que elas são pensadas, sendo dele que surgem os conceitos. Todo pensamento deve em última análise, seja direta ou indiretamente haver acessibilidade, porque de outro modo nenhum objeto nos pode ser dado”.

                                              Atividade

      Interpretar filosoficamente o texto “As coisas que chamamos de amor – Friedrich Nietzsche”

Vale a pena ler com bastante atenção o aforismo abaixo, retirado da obra “A Gaia Ciência”, de Nietzsche. O filósofo questiona o significado de amor, relacionando-o com o conceito de ego ao ponto de interpreta-los como uma coisa só nomeada de formas diferentes. Ele explica o desejo de posse nos relacionamentos afetivos e deixa claro que considera a monogamia um formato muito egoísta. Ao final do aforismo, Nietzsche expõe o que é o amor ideal para ele. Confiram!

As coisas que chamamos de amor – Friedrich Nietzsche

“Cobiça e amor: que sentimentos diversos evocam essas duas palavras em nós! – e poderia, no entanto, ser o mesmo impulso que recebe dois nomes; uma vez difamado do ponto de vista dos que já possuem, nos quais ele alcançou alguma calma e que temem por sua ‘posse’; a outra vez do ponto de vista dos insatisfeitos, sedentos, e por isso glorificado como ‘bom’.

Nosso amor ao próximo – não é ele uma ânsia por nova propriedade? E igualmente o nosso amor ao saber, à verdade, e toda ânsia por novidades?

Pouco a pouco nos enfadamos do que é velho, do que possuímos seguramente, e voltamos a estender os braços; ainda a mais bela paisagem não estará certa do nosso amor, após passarmos três meses nela, e algum litoral longínquo despertará nossa cobiça: em geral, as posses são diminuídas pela posse. Nosso prazer conosco procura se manter transformando algo novo em nós mesmos – precisamente a isto chamamos possuir.

Enfadar-se de uma posse é enfadar-se de si mesmo.

(Pode-se também sofrer da demasia – também o desejo de jogar fora, de distribuir; pode ter o honrado nome de “amor”.)

Quando vemos alguém sofrer, aproveitamos com gosto a oportunidade que nos é oferecida para tomar posse desse alguém; é o que faz o homem benfazejo e compassivo, que também chama de “amor” ao desejo de uma nova posse que nele é avivado, e que nela tem prazer semelhante ao de uma nova conquista iminente.

Mas é o amor sexual que se revela mais claramente como ânsia de propriedade: o amante quer a posse incondicional tanto sobre sua alma como sobre seu corpo, quer ser amado unicamente, habitando e dominando a outra alma como algo supremo e absolutamente desejável.

Se considerarmos que isso não é outra coisa senão excluir todo o mundo de um precioso bem, de uma felicidade e fruição; se considerarmos que o amante visa o empobrecimento e privação de todos os demais competidores e quer tornar-se o dragão de seu tesouro, sendo o mais implacável e egoísta dos ‘conquistadores’ e exploradores; se considerarmos, por fim, que para o amante todo o resto do mundo parece indiferente, pálido, sem valor; e que ele se acha disposto a fazer qualquer sacrifício, a transtornar qualquer ordem, a relegar qualquer interesse: então nos admiraremos de que esta selvagem cobiça e injustiça do amor sexual tenha sido glorificada e divinizada a tal ponto, em todas as épocas, que desse amor foi extraída a noção de amor como o oposto do egoísmo, quando é talvez a mais direta expressão do egoísmo.

Nisso, evidentemente, o uso linguístico foi determinado pelos que não possuíam e desejavam – os quais sempre foram em maior número, provavelmente. Aqueles que nesse campo tiveram posses e satisfação bastante deixaram escapar, aqui e ali, uma palavra sobre o ‘demônio furioso’, como fez o mais adorável e benquisto dos atenienses, Sófocles: mas Eros sempre riu desses blasfemos – eram, invariavelmente, os seus grandes favoritos.

– Bem que existe no mundo, aqui e ali, uma espécie de continuação do amor, na qual a cobiçosa ânsia que duas pessoas têm uma pela outra deu lugar a um novo desejo e cobiça, a uma elevada sede conjunta de um ideal acima delas: Mas quem conhece tal amor? Quem o experimentou? Seu verdadeiro nome é amizade.”

  1. Nietzsche, em A Gaia Ciência.

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Resumo de Aula do 9 -ESQUEMA

Veja aula do dia 04/03/2020

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ATIVIDADE para o 9º Ano

 

 

 

 

 

 

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