ESQUEMA DE CORRUPÇÃO: PF faz operações em 7 estados e no DF contra desvios em fundos de aposentadoria

Estão sendo cumpridos 20 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão.

ESQUEMA DE CORRUPÇÃO

PF faz operações em 7 estados e no DF contra desvios em fundos de aposentadoria.

Uma é desdobramento da Lava Jato no Rio e envolve parceiros de Cabral. A outra mira fraudes em fundos de pensão municipais.

Investimentos suspeitos – Polícia Federal faz operação contra fraudes em previdências municipais em 7 estados.

Aplicação de debêntures sem lastro podem ultrapassar valor de R$ 1,3 bilhão. Há 20 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão.

Por G1 SP

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (12) uma operação para apurar fraudes envolvendo a aplicação de recursos de Institutos de Previdência Municipais em fundos de investimento com debêntures sem lastro emitidas por empresas de fachada que podem ultrapassar o valor de R$ 1,3 bilhão. A debênture é um título de dívida que gera um direito de crédito ao investidor.

A Operação Encilhamento é a segunda fase da Operação Papel Fantasma e policiais Federais e auditores-fiscais da Receita Federal cumprem 60 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão temporária expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo nos estados de SP, RJ, MG, PR, MT, SC e GO.

O ex-prefeito de Uberlândia, Gilmar Machado, e mais três pessoas foram presas na cidade mineira durante a operação.

As investigações identificaram 28 Institutos de Previdência Municipais que investiram em fundos que, por sua vez, direta ou indiretamente, adquiriram os papéis sem lastro. “Há o envolvimento de uma empresa de consultoria contratada pelos Institutos de Previdência e elementos que apontam para corrupção de servidores ligados a alguns Institutos de Previdência”, diz a Polícia Federal.

Estão sendo investigados, até o momento, 13 fundos de investimento. No 2º semestre de 2016 foi constatada a existência de R$ 827 milhões em apenas oito destes fundos, dinheiro para o pagamento das aposentadorias dos servidores municipais.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro com penas de 2 a 12 anos de prisão.

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