Las Vegas. Atirador faz 58 mortos em festival de música “country”. É o maior massacre de sempre nos EUA

Um atirador fez 58 mortos e mais de 500 feridos durante um concerto de música country, ao ar livre, nas proximidades de um dos casinos de Las Vegas, o Mandalay Bay, nos EUA. Entre os mortos estão agentes da polícia, que estavam no concerto como civis. Outros dois polícias ficaram feridos, mas estão estáveis. O auto-proclamado Estado Islâmico já veio reivindicar a responsabilidade pelo atentado, alegando que Paddock se converteu ao islamismo há alguns meses. Entretanto, o FBI negou qualquer relação do atirador com grupos terroristas.

USA – LAS VEGAS/ATIRADOR – INTERNACIONAL – Movimentação policial na região do tiroteio ocorrido durante o festival de música country “Route 91 Harvest” em Las Vegas, no oeste dos Estados Unidos. O tiroteio deixou ao menos 50 mortos e centenas de feridos no início da madrugada desta segunda-feira, 2 (noite de domingo no horário local). O suspeito de autoria dos disparos foi perseguido e morto em troca de tiros com a polícia. 02/10/2017 – Foto: JOHN LOCHER/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A polícia de Las Vegas já confirmou que um suspeito está morto e identificou-o como sendo Stephen Paddock, de 64 anos, e residente em Mesquite, uma terra perto de Vegas (Nevada). Houve notícias de que haveria mais do que um atirador — mas essa não é, contudo, a informação avançada pela polícia, que está convencida de que seria apenas um.

 

Stephen Paddock, que tinha 64 anos, é o nome do homem que a polícia acredita ter agido sozinho quando atirou centenas de balas, com uma arma automática, sobre uma multidão que ouvia um concerto de música country em Las Vegas.


Sabe-se pouco sobre o homem que matou pelo menos 50 pessoas e feriu mais de 400, mas a imprensa norte-americana adianta que, apesar de não ter cadastro criminal, era um sujeito conhecido pelas autoridades locais. O auto-proclamado Estado Islâmico diz que o homem se converteu ao Islã há alguns meses.


O autor do tiroteio que subiu diretamente para o topo da lista de massacres mais sangrentos da história recente dos EUA vivia numa casa construída recentemente e que fica numa aldeia minúscula onde vivem sobretudo pensionistas e veteranos de guerra.

A aldeia, chamada Mesquite, fica a pouco mais de 100 quilómetros a nordeste de Las Vegas, já próxima da fronteira com o Arizona.
Mas Paddock nem sempre viveu ali. Os jornais de Las Vegas dizem que, no passado, viveu em Reno (tal como Las Vegas, no estado do Nevada) mas, também, na Califórnia e na Flórida.


O homem já era conhecido das autoridades locais — por razões que não foram, ainda, divulgadas — mas não estava na lista de pessoas a monitorizar por parte das autoridades federais, segundo a NBC News.
Sabe-se que ele vivia na casa em Mesquite com uma mulher chamada Marilou Danley, de 62 anos. Danley é uma cidadã australiana de ascendência asiática que foi inicialmente procurada como “pessoa de interesse” mas que as autoridades acreditam, agora, que não teve participação no crime.
A agência Reuters falou com um irmão de Stephen Paddock, Eric Paddock, que garante “não fazer a mínima ideia” do que o terá motivado a cometer este crime. “Não temos qualquer ideia. Estamos horrorizados. Queremos enviar as nossas condolências às [famílias das] vítimas”, afirmou Eric Paddock, numa entrevista telefónica com a Reuters em que se ouvia a voz trémula do irmão do atirador.


Soube-se no rescaldo do incidente que Stephen tinha uma dezena de armas no seu quarto de hotel, mas para atirar sobre a multidão usou uma metralhadora automática que estava fixada na janela do quarto de hotel, no 32º andar. O atirador terá usado uma dessas armas para se suicidar, antes da intervenção da polícia, acreditam as autoridades.
Stephen, nascido em 1953, tinha filhos e netos. Tal como Marilou Danley, que numa página numa rede social se diz “mãe e avó orgulhosa, a aproveitar a vida ao máximo”. Paddock não tem passado militar e o maior mistério, nesta fase, é a motivação para o ataque: “Não temos qualquer ideia sobre quais eram as suas crenças”, afirmou o xerife de Clark County, Joseph Lombardo.

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