E?

E?

Semana passada numa rede social um ex-candidato a prefeito lembrou da perseguição do atual prefeito Dutra a uma certa vereadora. Como resposta, a mãe da Nobre Edil respondeu: “E?”

Lembro da raiva da mesma senhora quando das perseguições perpetradas pelo casal Dutra à sua filha o que chegou ao ponto da mesma aventar a hipótese de não querer assumir o cargo que o povo lhe concedeu.

Hoje, surpreende – e até certo ponto revolta – a postura da neófita legisladora em relação ao mesmo casal que outrora lhe perseguia. Fotos com o dedinho pra cima fazendo “joinha”, depoimento em vídeos e troca de elogios, etc.

Sim, dirão os proxenetas de plantão: “Mas ela não é a primeira, veja o ‘Vereador Moisés’ !”.

Verdade. Ela não é a primeira que me faz lembrar da célebre frase do grande caudilho Leonel Brizola: “A política adora uma traição, mas detesta os traidores!” e do Senhor Diretas, Ulysses Guimarães: “Em política, o que importa é a versão, não o fato!”

E a versão da história recente da política de Paço justifica as traições vistas nos últimos meses. A história de que “o povo pede atuação e resultados dos vereadores nas comunidades” é utilizada e repisada pelos “assessores cinquentinhas”, ignorando o uso das 30 moedas elencadas pela 1ª senhora (recuso-me a chamá-la de “dama”).

Enquanto mágoas, ressentimentos e decepções são jogados no vale do perdão, o povo, que deveria ser de fato beneficiado tem que assistir boquiaberto os desmandos dos “prefeitos” e a subserviência e leniência da grande maioria dos vereadores.

Aumento de impostos, atrasos de salários, licitações sob suspeitas, pistolagem, enfim, todos os tipos de mazelas cometidas pelo casal não merecem atenção devida da grande maioria dos aliados. Pra quê? O que vale é a bandinha oficial tocando num evento qualquer na cidade, palestras da primeira-senhora falando de assuntos que não tem domínio, e claro, nomeações dos aliados para atender “os anseios da comunidade”.

Abraços e afagos tornam a Câmara de Vereadores a casa homologadora dos desmandos do casal. Sessões vazias e sem discussões fundamentadas de interesse da sociedade. Atropelo sem pudor a quem quer fazer diferente (os Viúvas).

Então tudo isso nos leva a busca da resposta para a inusitada pergunta que dá título a esse pequeno artigo, o qual encontrei numa frase de outro grande ícone: “A vida dá lições que só se dão uma vez.” Winston Churchill

por A Viúva

Deixe uma resposta