“Eeeeu quero estar junto a tiiii.” Sentados lado a lado na noite desta quarta (27), em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Doria cantarolaram juntos alguns versos de “Primavera”, de Tim Maia, acompanhando um show da cantora Paula Lima.
Publicamente, os dois tucanos mal conversaram, além dos cumprimentos mútuos nos discursos na entrega do Prêmio Fundação Bunge, que reuniu o agronegócio na residência oficial do governador.
Doria pediu à plateia uma “calorosa salva de palmas” a Alckmin. O governador foi mais sucinto: apenas destacou a presença do “nosso prefeito da capital, João Doria”.
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Os dois protagonizam guerra fria pela candidatura à Presidência pelo partido em 2018.
Na semana passada, a Folha de S.Paulo relatou que Doria se apresentou ao DEM como opção para as eleições do ano que vem. Nesta, deputados tucanos trocaram farpas na Assembleia Legislativa.
Na terça (26), Barros Munhoz (PSDB), líder do governo, abriu o flanco: criticou as pretensões eleitorais de Doria e disse que ele, até agora, só fez o Corujão da Saúde e “plantou samambaia na 23 de Maio”.
Nesta quarta (27), o ex-presidente da Casa Fernando Capez (PSDB) respondeu: foi à tribuna defender a gestão do prefeito e discursou que é melhor para o PSDB “ganhar com Doria do que perder com ele em outro partido”.
Disputas à parte, governador e prefeito terminaram o dia juntos. Doria chegou ao prêmio não pela porta principal, mas pela garagem. De lá, subiu diretamente para o gabinete de Alckmin, onde os dois ficaram por cerca de vinte minutos. Tomaram o elevador juntos e entraram no auditório praticamente em silêncio.
Doria saiu sem falar com jornalistas. Alckmin desviou das farpas dos parlamentares (“É um tema político lá da Assembleia Legislativa, deixa que eles falem”, afirmou) e disse que Aécio Neves (PSDB-MG), que teve seu afastamento do Senado determinado pelo Supremo Tribunal Federal, tem seu respeito.
A dupla afinou, mesmo, na MPB. Além de “Primavera”, cantarolaram versos de “País Tropical” e “Não Deixe o Samba Morrer”. Com informações da Folhapress.

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