Por Rafael Cardoso e Janaína Bordalo, G1 MA e TV Mirante — São Luís10/07/2020 15h25  Atualizado há 9 horas

Esse pode ser um dos maiores esquemas de fraude financeira do país, que chegou a movimentar R$ 500 milhões e era liderado por médico no Maranhão.

A Polícia Civil realizou na manhã desta sexta-feira (10) a operação ‘Ramsés’, que visa obter provas de um suposto esquema de pirâmide financeira que causou prejuízos milionários a investidores no Maranhão e em outros estados, como Rio e São Paulo.

Ao todo, a polícia recolheu documentos e equipamentos eletrônicos em mandados de busca e apreensão em dois apartamentos, e esteve ainda no local onde funcionava a empresa AMJ Participações, que pertence ao médico Abdon Murad Jr, apontado como líder do esquema.

À TV Mirante, Abdon Murad Jr afirmou que não vai se manifestar sobre as investigações. Ele não foi preso, mas será monitorado por tornozeleira eletrônica e não pode sair de São Luís.

O esquema

Segundo a Polícia Civil, investidores eram atraídos pela promessa de lucros de até 15% ao mês sobre o aporte financeiro enviado para a empresa AMJ, que acabou fechando e deixando todos no prejuízo.

“Não é possível dar com exatidão o número de vítimas porque são muitas. Na proporção que as notícias são veiculadas, mais vítimas procuram a polícia. Mas posso dizer que são dezenas”, afirmou ao G1 o superintendente de Polícia Civil da capital, Carlos Alessandro.

O esquema também possui indícios de estelionato, crime contra a economia popular, além de lavagem de dinheiro que, de acordo com os policiais, pode ter movimentado mais de R$ 500 milhões, o que seria uma das maiores fraudes financeiras do país.

“Consideramos um dos maiores esquemas fraudulentos do Brasil, que era chefiado por um médico aqui da cidade. Várias vítimas procuraram essas unidades e noticiaram sucessivos casos se apresentando supostos de golpes de estelionato e emissões de cheques sem provisões de fundo”, disse Carlos Alessandro.

O inquérito sobre o esquema tramita em sigilo e a Polícia Civil estuda a adoção de outras medidas nas próximas fases da investigação.

“Durante a investigação há outros indícios de possível associação criminosa, pessoas que captariam os investidores, crimes de lavagem de dinheiro, crimes tributários. Talvez a movimentação daquelas contas não condizem com o patrimônio que ele [Abdon] declara para a Receita Federal. Essa certeza desses crimes só poderão ser obtidas nas próximas fazes da operação”, declarou Jânio Pacheco, delegado de Defraudações.

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