Candidatura ao senado Federal ameaçada: Fachin nega recurso a Weverton Rocha em inquérito sobre peculato e corrupção, enquanto isso, Eliziane segue sua campanha limpa e sem corrupção.

Enquanto Weverton Rocha (PDT), tenta provar o injustificável, sua companheira de chapa, a também deputada federal Eliziane Gama (PPS), navega em águas calmas nesta fase de pré-campanha no que diz respeito à questões jurídicas, éticas e morais.

         O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ao deputado federal Weverton Rocha (PDT) um recurso interposto contra decisão anterior do próprio magistrado, na qual havia determinado a remessa imediata do Inquérito 3.394, relacionado à suposta prática de peculato, corrupção passiva e corrupção ativa, às Varas Criminais Federais da Seção Judiciária do Distrito Federal/DF.

A decisão foi proferida no último dia 20, tendo os autos já sido encaminhados ao juízo de origem, no final do mês passado.

A defesa do pedetista pedia a reconsideração da decisão monocrática de Fachin, e que fosse determinado o arquivamento da investigação “por ausência de justa causa”; ou, em caso do primeiro pedido ser negado, que o recurso fosse submetido ao pleno da Corte. Todos os pedidos foram negados por Fachin.

As investigações contra Weverton têm relação com um esquema criminoso revelado pela revista Veja, em novembro de 2011, dando conta de que o então ministro do Trabalho, Carlos Lupi, teria transformado os órgãos de controle da pasta em instrumento de extorsão.

Conforme relatos de diretores de ONGs, parlamentares e servidores públicos, o esquema funcionava assim: primeiro o ministério contratava entidades para dar cursos de capacitação profissional, e depois assessores exigiam propina de 5% a 15% para resolver ‘pendências’ que eles mesmos criavam. Ao tentar resolver o problema, os diretores do instituto recebiam o recado: poderiam regularizar rapidamente a situação da entidade pagando propina.

Para tanto, deveriam entrar em contato com Weverton Rocha, então assessor especial de Lupi, ou Anderson Alexandre dos Santos, então coordenador-geral de qualificação do Ministério do Trabalho. Weverton, inclusive, de acordo com os relatos obtidos por VEJA, era um dos responsáveis por fixar os valores da propina.

As acusações que envolvem o deputado repercutiram nacionalmente e são daquelas de causar inveja em qualquer corrupto que faz uso do dinheiro público e comete delitos de improbidade administrativa. Weverton Rocha vai além!

Veja  as complicações jurídicas de Weverton

Em 2011 surgiram as primeiras acusações envolvendo o deputado em um esquema de corrupção no Ministério do Trabalho. A revista Veja publicou uma reportagem denunciando que funcionários e ex-funcionários de órgãos de controle da pasta exigiriam comissão de 5 por cento a 15 por cento do valor dos convênios para resolver “pendências” nos contratos.

No mesmo ano Weverton Rocha respondia a sete ações de improbidade administrativa no estado, seis na Justiça Estadual e uma na Justiça Federal, enquanto Secretário de Esporte. As irregularidades incluíam o favorecimento ilícito de uma empresa para a reforma de um ginásio e o desvio de 1.080 colchões destinados a famílias desabrigadas pelas enchentes no Maranhão, em 2008. Além disso, ele patrocinou com o dinheiro público a reforma de um campo de futebol, no valor de R$ 88.054,25, da Associação dos Delegados do Maranhão (Adepol).

Em 2012, o ex-secretário foi acionado pela Justiça Federal para explicar irregularidades no ProJovem Urbano. R$ R$ 3,9 milhões teriam sido desviados, segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que apontou falha na transferência R$ 6.930.900 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para a SESPJUV. Rocha dispensou, de forma indevida, a licitação a Fundação Darcy Ribeiro (Fundar) e do Instituto Maranhense de Administração Municipal (Imam). A pena a ser cumprida era à devolução de R$ 6.098.010, perda do cargo público, suspensão dos direitos políticos e multa.

Foi em 2013 que o Supremo Tribunal Federal decidiu intensificar as investigações sobre a cobrança de propina para liberar o pagamento de organizações não governamentais (ONGs). Weverton Rocha estaria envolvido nas denúncias que resultariam na queda do presidente do PDT, Carlos Lupi. O inquérito apura o desvio de recursos públicos e corrupção na contratação de ONGs entre 2007 e 2011.

Tamanha a lista de seus lapsos, inclusive, de sua genitora Marileide Rocha Marques de Sousa, que controla a ONG maranhanse Fedecma (Federação de Desenvolvimento das Organizações do Terceiro Setor do Maranhão), A agraciada ong abocanhou do governo federal R$ 3,179 milhões. Na época, a ONG não funciona no endereço informado à Receita Federal e sequer possuía telefone registrado em nome dela.

         Diante dessas acusações, os olhares do povo do maranhão voltam-se para a deputada Federal Eliziane Gama. A irmã faz uma pré-campanha alegre, simples, sem ostentações, sustentada apenas no seu carisma e na força que possui no meio evangélico e mesmo entre setores dos movimentos sociais.

Se depender exclusivamente da força e do carisma de Eliziane Gama, e não houver conspirações “amigas”, com certeza ela entrará na campanha propriamente dita com um grau de competitividade muito grande.

E sem ter que ficar com um olho na campanha e outro nos tribunais, como é o caso do meu amigo das antigas do PDT Weverton Rocha, companheiro que vi crescer na política, o parlamentar ganhou a simpatia do saudoso Dr. Jackson Lago , do Ex-Prefeito Tadeu Palácio e da Ex-Primeira Dama Clei Lago

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *