O ex-presidente Lula fala durante ato no centro de São Paulo, após seu julgamento.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) condenou nesta quarta-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mantendo a sentença imposta a ele pelo juiz federal Sergio Moro. Os três desembargadores – João Pedro Gebran, Leandro Paulsen e Victor dos Santos Laus – consideraram o petista culpado pelos crimes de corrupção passiva e obstrução de justiça e aumentaram a pena: de nove anos e seis meses para doze anos e um mês de prisão em regime fechado.

Como tem acontecido nas fases mais delicadas de seu processo – os depoimentos ao juiz Sergio Moro e a condenação em primeira instância –, o ex-presidente participou de um ato público para confrontar a decisão judicial e reafirmar a sua inocência perante as acusações. Desta vez, a fala foi em uma manifestação com partidários e movimentos sociais, na Praça da República, região central de São Paulo.

Lula admitiu a possibilidade de não poder ser candidato ou até de ser preso, mas declarou que continuará brigando para que ambas as coisas não aconteçam. E foi além, misturando sua trajetória com a de todo o pais: “Quem foi condenado foi o povo brasileiro”. O ex-presidente não será preso imediatamente nem é carta fora do baralho, mas uma condenação unânime e sem divergências entre os desembargadores foi um golpe duro

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