Teoria do Conhecimento, também chamada de Gnosiologia, é o campo da Filosofia que se dedica ao estudo do conhecimento.

De modo geral, a Teoria do Conhecimento tende a priorizar temas ligados à origem, limites e natureza de temas considerados cognitivos, ou seja, ocupa-se em entender, estudar e validar o conhecimento, a possibilidade de existência do conhecimento e quais os fundamentos, origens e valores.

O olhar filosófico define que, para que seja possível a existência do conhecimento, são necessários três fatores fundamentais:

  • a consciência ou existência de um sujeito conhecedor;
  • um objeto a ser conhecido;
  • a relação que se estabelece entre o sujeito e o objeto.

O conhecimento só é considerado possível quando o sujeito é capaz de representar mentalmente o objeto.

O conhecimento como fonte de estudo filosófico desenvolve-se em três disciplinas distintas:

  • A própria Teoria do Conhecimento: dedica-se ao estudo do conhecimento geral e da natureza;
  • A Epistemologia: responsável pelo estudo do conhecimento científico e da natureza;
  • A Metodologia Científica: trata dos processos lógicos para a aquisição do conhecimento científico.

O conhecimento

Historicamente, a idade moderna corresponde aos eventos políticos, econômicos, sociais e culturais que marcaram o continente europeu entre os séculos XV e século XVIII; ou seja, do Renascimento ao iluminismo, surgiram novas concepções da compreensão da realidade.

Nesse período, o Racionalismo e o antropocentrismo tornaram-se as referências nos debates filosóficos. prega-se, no referido momento histórico, que só por meio da razão, o ser humano consegue se libertar dos preconceitos e da ignorância. A partir de então, uma série de reflexões são estabelecidas em favor da ideologia do progresso. Dessa forma, a modernidade conduziu os pensadores a reavaliarem os postulados da filosofia clássica, representada pelos filósofos Platão e Aristóteles

A QUESTAO DO CONHECIMENTOhttps://drive.google.com/open?id=1T01q19PKNhaKLIG8Q9fadyqK6vNvKYYW&authuser=0

um dos principais problemas discutidos na modernidade repousou sobre a teoria do conhecimento. Vários intelectuais se dedicaram a refletir sobre as questões epistemológicas. Os filósofos passaram a se preocupar com a relação do homem consigo mesmo e do homem com o mundo. Iinaugurava-se assim, uma nova perspectiva quanto as origens, aos fundamentos, e aos limites do conhecimento.

vale ressaltar, todavia, que, desde a antiguidade, já existe uma relativa preocupação concernente ao conhecimento humano. Os filósofos da modernidade, porém, de novas conotações e problematizaram situações inéditas em relação ao ato de conhecer. Todas essas indagações são analisadas por um ramo da filosofia denominada de teoria do conhecimento, crítica do conhecimento, gnosiologia ou epistemologia.

O CONHECIMENTO NA ANTIGUIDADE GREGA.

na antiguidade grega, encontramos diversas formas de compreender e também de se estabelecerem em métodos estratégias de conhecimento.

a filosofia fez-se de extrema importância na antiguidade grega, a ponto de se confundir com as vivências daquele povo .

O CONHECIMENTO PARA SÓCRATES PLATÃO E ARISTÓTELES.

Sócrates compreende que conhecer é examinar as contradições das aparências e das opiniões, refutá-las e abandoná-las para seguir em busca da essência, passando da opinião, que em grego conhecemos como falsa- doxa,  para o conceito . Ele, Sócrates, ressalta no seu método dialógico a ironia (reconhecimento da própria ignorância, ou seja, saber que não sabe) e a maiêutica (postura dialógica construída a partir do reconhecimento do outro, que, por meio do questionamento, depara-se com a verdade, daí o nascimento, o parto das ideias)

Sócrates (470 antes de Cristo a 399 antes de Cristo) é considerado o divisor de águas na história da filosofia ocidental.Pode-se afirmar que a filosofia propriamente dita teve início com ele, em especial quando, em meio à crise instaurada na sociedade grega com o nascimento da democracia ateniense e do desenvolvimento do sofistica, desenvolveu um novo modo de pensar colocando o homem no centro de seus questionamentos e criando  a maiêutica.

PLATÃO (Aristoclis) Apelido

Foi um discípulo fiel de Sócrates deixando transparecer nos seus escritos que Sócrates é o personagem crucial para o desenvolvimento da narrativa filosófica. Podemos dizer, em uma  linguagem descontraída, que, para Platão, Sócrates era  o cara. Isso se  levarmos em consideração a desconfiança, entre os filósofos contemporâneos de que Sócrates seja uma criação de Platão.

Em todo caso, tendo ou não existido   Sócrates, sendo ou não uma criação de Platão (e, se for e criação, demonstra o brilhantismo do filósofo), é impossível não reconhecer a compreensão platônica referente a questão do conhecimento, a partir da discussão e do debate das contradições (e ideias contrárias).

Em Platão, o conhecimento verdadeiro é aquele que supera a doxa (a ciência baseada na opinião, aceitação do que foi ensinado sobre as coisas ou  o que dela pensamos quando nos lembramos ou sentimos as sensações e a crença),( confiar na sensação, em como percebemos as coisas), os dois componentes do que ele chamou de conhecimento sensível.

Mas que conhecimento verdadeiro é   este? É é o conhecimento inteligível. Aquele que, segundo Platão, é constituído pelo raciocínio e pela intuição intelectual. O raciocínio  ajuda a exercitar o pensamento, livrando-o das sensações e opiniões, possibilitando-lhe chegar  à intuição intelectual conhecedora da essência das coisas, a ideia.

Para Platão, as ideias (as essências) são reais (verdadeiras), portanto conhecê-las é obter o conhecimento verdadeiro. Assim, o conhecimento verdadeiro só existe no mundo das ideias. O conhecimento verdadeiro se dá por meio da recordação (aquilo que a alma contemplou em um processo de lembrança por intermédio do exercício do raciocínio e da intuição intelectual).

O mundo das ideias pode, assim revelar-se como verdadeiro. A maneira socrática da busca pela verdade por meio da ironia e da maiêutica, em Platão, é denominada de dialética: caracteriza-se pela exposição e o exame de teses contrárias sobre um mesmo tema ou coisa, visando descobrir a sua verdade ou falsidade para ser aceita ou descartada, tendo ainda como fim a intuição intelectual de uma ideia -essência

Aristóteles foi discípulo de Platão durante aproximadamente 20 anos de sua vida, ele bebe na fonte do mestre e, quanto ao conhecimento, também considera o fazer filosófico na abordagem das questões a partir da discussão e do debate das contradições (ideias contrárias). O filósofo da cidade de Estgira  inovou  por ter apresentado ideias diferentes daquelas de Platão,o conhecimento, para ele, vai acontecendo e se forjando a partir das informações dadas por estes graus: sensação, percepção, imaginação, memória, linguagem, raciocínio e intuição. ele não compreende que esses graus estão todos juntos, no mesmo nível; ao contrário, somente um é o pensamento puro e não depende dos outros: a intuição intelectual. A que ele se revela um seguidor   do mestre Platão, pois não consegue deixar de privilegiar o pensar intelectual sobre os demais graus.  Aristóteles não desconsidera os outros graus como se fossem conhecimentos falsos. Na verdade, para ele, são  conhecimento diferentes, mas em uma escala na qual se tem um grau menor: a intuição intelectual, na qual temos conhecimento dos princípios universais e necessárias dos pensamentos e dos primeiros princípios e das primeiras causas da realidade.Os princípios da intuição intelectual são identidade (o que é), não contradição ( o que é e não pode ser outra coisa) e terceiro excluído ( ou é ou não é, não há uma terceira possibilidade).

O conhecimento na idade média

vimos anteriormente, que o conhecimento, como problema ou desafio a ser resolvido pelo pensar humano, foi um empreendimento ao qual se entregaram os filósofos na antiguidade grega. Eles empreenderam esforços reflexivos para compreender as relações entre movimento e não movimento . E, da permanência e da não permanência; da ideia única e da multiplicidade das coisas, entre outras.

Na idade média, nos quais 11 séculos de sua existência histórica, os filósofos se ativeram há uma preocupação central: A união entre fé cristã e a razão.

apesar dessa centralização do conhecimento entre os dois termos aparentemente díspares, como a fé e razão, não somos partidários da ideia de que a idade média foi a idade das treva…tal compreensão parte de uma visão não muito que carinhosa da história e da própria filosofia, pois considera que o período foi baseado somente na ignorância e no temor divino.

compreendemos que foi na idade média que se deu a predominância dos valores religiosos, o que a diferencia dos demais momentos históricos.

o período histórico da idade média recebeu o, por muito tempo, a denominação de idade das trevas em função da época de dominação da igreja católica.

a teoria do conhecimento versa, criteriosamente, sobre os vários aspectos que dizem respeito ao saber do ser humano ao longo da história da filosofia, produzida numerosas ideias (Tese) em torno de suas principais questões, que aqui esboçaremos. Assim, as perspectivas de compreender as várias teorias do conhecimento fez estabelecer uma série de:

Diretrizes e ou forma de avaliar.

Critérios de

Objetivação

Metodologia

Contínuas investigações da relação sujeito-objeto.

ATIVIDADE

Assistir o filme  o Enigma  de Kaspar Houser

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