Secretaria de Turismo chilena reconhece que área do reservatório El Yeso necessita de mais alertas sobre riscos de quedas de pedras.

O reservatório El Yeso fica na região do Cajón del Maipo, área montanhosa perto da capital chilena, Santiago. A cor azul turquesa da água e a neve, no inverno, chamam a atenção dos turistas.

O conselheiro municipal Alejandro Hormazabal, que presenciou o desastre, afirmou que não havia placas ou avisos para impedir o trânsito de pessoas na região de El Yeso. “Havia uma barreira, mas nenhum letreiro que impedisse o acesso de pedestres”, afirmou ao G1.

Em comunicado, o Sernatur explicou que há uma barreira para impedir a passagem de ônibus e outros veículos a partir do quilômetro 21,7 da estrada que leva ao reservatório. O próprio órgão, vinculado ao governo chileno, também diz que os turistas costumam seguir a pé em direção a um mirante – local onde estavam as famílias brasileiras, segundo uma testemunha.

Após o incidente, o governo chileno fechou a rodovia de acesso ao reservatório El Yeso. Parte dela foi reaberta para veículos nesta noite, informou o governo da província de Cordillera.

Deslizamento no Chile causou morte de brasileiras — Foto: Arte/G1 Deslizamento no Chile causou morte de brasileiras — Foto: Arte/G1

Deslizamento no Chile causou morte de brasileiras — Foto: Arte/G1

Vítimas eram amigas

Khálida Trabusli Lisboa, de 3 anos e Isadora Bringel, de 7 anos, viajavam pelo Chile com as respectivas famílias, que são amigas. As duas meninas, inclusive, estudavam na mesma escola em Bacabal, cidade no interior do Maranhão onde ambas viviam.

Raimundo Lisboa, avô de Khálida, contou ao G1, que a família está em estado de choque com a morte da neta que completaria 4 anos em 22 de junho. “O convívio não poderia ser melhor. Era uma menina alegre. Quarta-feira foi meu aniversário e ela fez um bolo para mim, cantou parabéns para mim. Era uma criança maravilhosa, amada. Está todo mundo em estado de choque”, contou Raimundo.

As duas meninas estudavam juntas na mesma escola em Bacabal, no Maranhão. Nesta terça-feira (4) as aulas no Colégio Reis Magos foram suspensas por conta da morte das crianças.

Dois familiares e uma advogada vão viajar para o Chile na madrugada desta quarta-feira (5) para ajudar na liberação do corpo de Khálida. De acordo com o avô da menina, ainda não há previsão por parte das autoridades chilenas para a liberação do corpo da sobrinha, mas a família espera que o procedimento esteja pronto até o fim da semana.

A família de Isadora informou ao G1 que nenhum familiar deve ir ao Chile e que deve entrar com os procedimentos legais para liberar o corpo a partir do Maranhão. Ainda não há informações sobre quando o corpo da menina deve chegar ao estado.

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