Mensagem da Diretoria do SITRACEMA aos Agentes de Combate a Endemias

Bernardo Medeiros-Presidente do SINTRACEMA

“Celebrar o dia primeiro de maio é trazer à lembrança vários acontecimentos que marcaram a história do operário no Brasil e no Mundo, história que não ajudamos a construir, apenas usufruímos dos seus resultados e guardamos em nossa memória os legados deixados por todos aqueles que  sem medo se organizaram  em suas categorias para enfrentar a força  dos donos do capital, contra a exploração da mão de obra e em busca de melhorias na qualidade de vida, vemos assim que o proletário era alienado do seu trabalho, pois além de não saber qual era o fim da sua produção, não podia usufruir o produto que era destinado a outro, era assim a vida do trabalhador, e é para esse sistema escravocrata que o Governo Temer quer  que voltemos, por isso tem usado de todas as artimanhas para desarticular os movimentos trabalhistas”.Bernardo Medeiros

Apesar das baixas nos direitos trabalhistas, ainda temos esse privilégio de constar no calendário internacional o dia do trabalhador, Essa data tornou-se feriado em diversas nações do mundo, essa data possui características levemente distintas em cada país

         Para entender as etapas que construíram as diversas fases das lutas em prol dos direitos trabalhistas é necessário lembramos alguns fatos ocorridos na Revolução Industrial, nesse período, homens, mulheres e crianças  trabalhavam mais de 14 horas por dia, com quase nenhum descanso. Um pai de família tinha poucas chances de conseguir emprego numa fábrica no século XVIII. Já sua mulher e seus filhos, não importando a idade, representavam o perfil mais visado pelos industriais.

        “ Em se tratando da Revolução Industrial, uma das suas características é a exploração, a mesma  não tinha limites e as jornadas de trabalho eram  extremamente longas – às vezes de 16 horas diárias – trabalhando até o esgotamento das forças, e qualquer murmúrio de insatisfação eram chamados de negligentes e insubordinados pelos seus empregadores. Ademais, tiveram que aprender a trabalhar de maneira regular e ininterrupta, de forma que o trabalho rendesse. Além disso, utilizavam meios de produção que não lhes pertenciam e geravam excedentes que, da mesma forma, nunca iriam lhes pertencer, com a única finalidade de produzir o lucro para os burgueses. Esses patrões os utilizariam para continuar a financiar a industrialização. Vemos assim que o proletário era alienado do seu trabalho, pois além de não saber qual era o fim da sua produção, não podia usufruir o produto que era destinado a outros”.Jordel Lima Vice-Presidete do SINTRACEMA

A base da mentalidade dos burgueses de tal época era a exploração máxima da classe trabalhadora – o proletariado – de maneira que pudessem garantir o lucro e manter a massa operária dependente.

         A classe dominante não tinha escrúpulo, e por falta de sensibilidade sempre ignorava os problemas sociais, pois não se sentia diretamente atingida por eles. Era mais cômodo e fácil fingir que nada via e tratar seus empregados como se não fossem seres humanos.
A cidade se expandia e as habitações populares passaram a crescer ao redor delas causando um ambiente pouco atrativo e um empobrecimento das cidades fabris.

Agentes de Combate às Endemias de Santa Inês

Uma parte do operariado, acreditando na mensagem ideológica da burguesia de que quanto mais se trabalhasse, mais ganharia, não desistia e labutava dia após dia. Porém, muitos outros, desiludidos e desmoralizados pela extrema exploração e o constante empobrecimento, caíam no alcoolismo, demência, suicídio e as mulheres, na prostituição ou – em muitos outros casos –, buscavam refugiar-se na promiscuidade. Parte desse contingente de miseráveis via a saída na rebelião, na revolta, revolução. Fizeram greves, revoltas armadas rebeliões e formaram os sindicatos visando a sua segurança, melhoria das condições de trabalho e o fortalecimento da luta operária. É Indispensável ressaltar que, quando tomam consciência do seu papel na sociedade, reconhecessem-se como agentes sociais e transformadores, ou seja, não seria mais o “pobre” enfrentando o “rico”, e sim a classe operária explorada e consciente enfrentando o seu explorador, responsável pela sua miséria e desgraça, o burguês capitalista.

Nesse contexto, é importante trazer à memória o significado do 1° de maio. Uma série de manifestações pela jornada de 8h de trabalho, no Estados Unidos, marcam o surgimento deste feriado. Essa era a reivindicação das greves que aconteceram em 1832 nesse país. Em 1869, os operários criaram a Liga pelas Oito Horas. Nessa época, as condições de vida dos trabalhadores pioravam com a depressão econômica que atingiu tal país.

Diante deste cenário crítico, foi convocada uma greve geral para o 1° de maio de 1886. Milhares de funcionários permaneceram em greve até o dia 3 daquele mesmo mês, quando a polícia interviu com violência. Este dia teve saldo de mortos, feridos e perseguição de líderes do movimento operário.

Cinco desses líderes foram executados e se tornaram símbolo mundial das injustiças do capitalismo contra a classe trabalhadora. Em 1891, a Segunda Internacional dos Trabalhadores, organização fundada em Paris, decidiu em congresso que o 1° de maio seria o Dia Internacional dos Trabalhadores. A partir de então, muitas atividades políticas e culturais são realizadas pelos trabalhadores em diversos países para celebrar essa data.

Odarias Silva representante do SINTRACEMA no Baixo Turi

            “Aos poucos os trabalhadores vão galgando espaço na sociedade , espaço conquistados com lutas e determinações políticas ocasionadas pelos históricos enfrentamentos contra a exploração da mão de obra, lembrando que durante a Revolução Industrial o trabalhador não era visto como um cidadão membro de uma sociedade, esse cidadão passa ser reconhecido como humano a partir do Governo de Getúlio Vargas. Sua permanência no poder não teria sido possível sem o extraordinário sucesso econômico alcançado durante seu primeiro governo. Para se ter noção do significado desta afirmação, basta mencionar que, por volta de 1945, pela primeira vez, a produção fabril brasileira ultrapassa a agrícola como principal atividade da economia. Como é sabido, a fábrica tem na cidade seu espaço privilegiado e, por isso, a Era Vargas é caracterizada como uma época de intensa urbanização.

Surpreendentemente, essas transformações ocorreram em uma conjuntura internacional adversa. A crise de 1929 e a depressão econômica que a seguiu fizeram que, durante a primeira metade da década de 1930, os preços internacionais do café diminuíssem pela metade. Mesmo assim, a economia brasileira apresentou, entre 1930 e 1945, taxas de crescimento próximas a 5% ao ano.

         Com o intuito de valorizar a mão de obra do trabalhador urbano, Getúlio Vargas cria em 1930  o Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Dois anos mais tarde, Vargas adota mudanças na legislação favoráveis ao operariado: estabelece, por exemplo, a jornada de oito horas na indústria e no comércio. Por outro lado, se estabelecem os primeiros traços do sindicalismo corporativo. Segundo a nova determinação legal, sindicatos de patrões e operários ficam sujeitos às federações e confederações que, por sua vez, se subordinam ao Ministério do Trabalho. Em 1939, dois anos após a decretação do Estado Novo, Vargas determina a existência de um único sindicato por categoria profissional.

Tal mudança é acompanhada pela criação do imposto sindical, através do qual é descontado anualmente um dia de trabalho da folha de pagamento dos operários, encaminhado para financiar a estrutura sindical. O ditador generalizava, dessa forma, o modelo corporativo para o conjunto das entidades representativas dos trabalhadores.

Agentes de Combate a Endemias de Viana

Os líderes sindicais formados na antiga tradição anarquista veem criticamente essas mudanças. No entanto, entre a massa operária, a postura parece ser outra: Getúlio Vargas atendia a certas expectativas, como no caso da generalização dos institutos de previdência, garantindo aos trabalhadores o direito à aposentadoria. Além disso, Vargas consegue sensibilizar inúmeros militantes oriundos das lutas socialistas. A Consolidação das Leis Trabalhistas, firmada em 1943, viabiliza isso. Isso para não mencionar a criação de uma justiça do trabalho, com o intuito de intermediar os conflitos entre patrões e empregados.

Agentes de Combate a Endemias de Centro Novo do Maranhão

 Quando os trabalhadores imaginavam que  estavam em posição confortável, com  a manutenção da garantia dos seus direitos, eis que surgem uma  ventania nunca esperada, trata-se do Presidente  Nuchel Temer, o emissário do demônio, ele veio com o propósito de rasgar a constituição e cria uma nova CLT, tudo volta  à estaca zero, os  burgueses retomam o poder e os trabalhadores  voltam a ficar à mercê dos ditames da elite brasileira,  com isso , aos poucos os sindicatos tende a fechar as portas, fruto da Reforma trabalhista que imortalmente tirou o imposto sindical, com um único propósito, enfraquecer  as organizações dos trabalhadores, torná-los impotentes e levá-los ao comodismo.

         Que esses momentos críticos não nos desanimem , ao contrário, precisamos usar da nossa inteligência para tirar proveito dessa situação, no sentido de juntos buscarmos  alternativas que sejam viáveis à manutenção da nossa categoria. Essa é a nossa homenagem a todos os Agentes de Combate a Endemias do Maranhão.

 

 

 

 

 

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