Professor Correia ,orgulho de ser Novo Horizonte, a melhor escola de São Luis.

O Que é bem? o que é o mal? O que é justo, injusto? Como devemos agir? Como equilibrar minhas necessidades com a necessidade dos outros? A ética é o estudo formal os padrões morais e da conduta. É também chamada de filosofia moral.

Moral e ética expressam conceitos bastante diferentes. A moral é entendida como um conjunto de regras a respeito do bem e do mal, do justo e do injusto.

A ética é entendida como a filosofia moral, isto é, como a parte da filosofia que reflete sobre os conceitos e os princípios que fundamentam a vida moral.

O elemento mais importante da existência ética é o sujeito moral. Somos sujeitos Morais à medida que temos consciência de nós mesmos e nos reconhecemos como dotados de vontade e autonomia. Somos responsáveis por nossas ações e somos livres para nos reconhecermos como causa delas.

Ter consciência moral não significa agir de acordo com os padrões vigentes ou com normas socialmente impostas. Pelo contrário, ter consciência moral significa ter capacidade de escolher, ter autonomia, questionar valores, pensar antes de agir e agir com integridade.

A consciência moral implica em entendermos nossas ações como intencionais e voluntárias, sermos responsáveis por nossas escolhas e atos. Nossa integridade é justamente essa coerência entre nossos valores e o nosso comportamento.

DEFINIR O QUE É ÉTICA E MORAL

Ética é o conjunto de regras, princípios e ideias que fundamentam as ações de um indivíduo. Ética está inserida no campo das ideias.

A MORAL

A moral está inserida no campo da prática, ela é a ação da ética, exemplo não roubar, não matar, não falar mal dos outros.

A moral é ação, enquanto a ética é o pensamento.

OS VALORES

para compreender o significado de ética, é necessário saber qual é a importância dos valores nas relações entre as pessoas. É importante que cada pessoa saiba quais são os seus próprios valores e os da comunidade onde vive, além de conhecer os valores da comunidade, do país ou da região que, porventura, venha a visitar durante uma viagem por exemplo.

Moral deriva do latim(= Mos ou mores), que significa “costumes”, “conduta de vida”

                       ÉTICA

O termo ÉTICA deriva do grego ETHOS =(caráter, modo de ser de uma pessoa). Ética é um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética serve para que haja um equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando que ninguém saia prejudicado

Valores dos seres humanos.

Justiça, integridade, generosidade, bondade, honestidade, respeito.

Cada decisão tomada, traz consequências para nós e para os outros. Desse modo, podemos entender que é necessário preservar e defender nossos valores.

O QUE É ÉTICA E A MORAL TEM EM COMUM

Moral representa os hábitos e costumes de uma sociedade, enquanto ética é um comportamento moral individual, racionalizado e uma espécie de filosofia da moral.

A ética fundamenta por meio das ideias; a moral, por meio dos valores. Os valores também estão relacionados à ética. As ações baseadas nos valores são ações Morais.

A ética nos ajuda a refletir sobre o bem e o mal.

A moral está mais ligada à prática das pessoas e é fundamentada nos princípios éticos. Ela está relacionada às ações consideradas certas ou erradas, justas ou injustas, honestas.

       A moral é a prática de uma ética.

                   PRINCÍPIO ÉTICO.

-Não pegar o que não me pertence.

-Não falar mal dos outros.

As pessoas devem ser respeitadas.

É preciso estudar para aprender o conteúdo,

 colar na prova é desonesto.

                      AÇÃO MORAL

O ato de pegar ou não o objeto que não me pertence.

O ato de falar ou não mal dos outros.

O ato de usar ou não o cinto de segurança, o ato de respeitar ou não as pessoas, o ato de estudar ou não, o ato de colar na prova. Etc.

Para que a ética seja colocada em prática e as ações sejam corretas, é necessário que, antes de fazer algo, haja um momento e reflexão por parte da pessoa. Essa reflexão é essencial para qualidade da ação que será realizada. Vamos citar três perguntas possíveis de serem feitas antes de agir: Eu quero fazer isso? Eu posso fazer isso?

PERÍODO MEDIEVAL

Os pensadores do período Medieval, se concentrou entre o século V e XV- refletem sobre a liberdade.

Para compreender as teorias éticas elaboradas durante esse período é necessário entender que a Idade Média foi tempo no qual a religião católica aparece como o principal parâmetro para a razão.

 o pensamento religioso reconhecia a filosofia como serva da teologia, única ciência aceita pelas autoridades religiosas da época.

Todos os segmentos sociais estão sob o comando e orientação espiritual da igreja. Portanto, o pensamento ético e moral e o pensamento filosófico como um todo também foram colocados dentro dessa perspectiva.

Os padrões éticos e Morais eram ditados com base no modelo cristão de compreender a vida, o mundo e a realidade.

              A LIBERDADE E O DESTINO.

Desde a antiguidade, com os povos gregos, e mais tarde com os romanos, essa discussão já fazia parte das conversas e é claro, permeava as dúvidas e os questionamentos das pessoas.

A ideia de que nosso destino está determinado por uma divindade que nos governa não é nova nem atual, os gregos por meio dos mitos imaginavam que o destino das pessoas não era de responsabilidade delas mesmas, mais de um superior, que é o criador e o destruidor da vida. A ideia de liberdade estava determinada por esse ser superior.

O QUE A DISCUSSÃO SOBRE A LIBERDADE É TÃO IMPORTANTE POR QUE TANTOS POVOS POVOS

                    Agostinho de Hipona

Agostinho foi um dos pensadores mais importantes de sua época e ainda hoje é um dos intelectuais mais estudado no mundo ocidental.

Uma das obras filosóficas de Agostinho chama-se confissões. Desse livro, ele faz a seguinte reflexão: o mais importante para a filosofia é compreender o ser humano

Uma das obras de Agostinho chama-se confissões, nesse livro, ele faz o seguinte reflexão:

O mais importante para filosofia é compreender o ser humano, mas não o ser humano de um modo geral, isso é a raça humana como todo, o foco da filosofia deve ser cada indivíduo em particular.

Para o filósofo, assim como Deus, o homem é um mistério profundo que deve ser investigado. Mas para isso é necessário que o ser humano se volte para si mesmo.

Augostinho disse que é urgente deixarmos de admirar apenas aquilo que é externo a nós mesmo, como as montanhas, que está longe de nós, esqueçamos daquilo que é mais importante na vida. O nosso interior, a nossa alma

Sua filosofia valoriza a pessoa ou seja cada indivíduo, o interior de cada ser, alma ,sobretudo  Deus..

A ÉTICA DE AGOSTINHO

 Está relacionada ao pensamento cristão. Para ele, as relações construídas entre seres humanos devem ser baseadas na mensagem bíblica, valorizando a fé e o contato com Deus. A ética desse filósofo está fundamentada nas ideias de vontade,Liberdade bem e mal. Segundo Agostinho, o ser humano é verdadeiramente ético quando se aproxima de Deus, liberta-se da própria vontade e prática a vontade Divina, afastando-se do mal e praticando o bem

 A VONTADE HUMANA.

Nós sabemos que os seres humanos são dotados de vontade. Temos vontade de: comer, dormir, sair, ver televisão, namorar, e ao cinema etc. Loja aderimos a essas montagens mesmo que às vezes ela nos faça mal.

Agostinho percebeu que a vontade ocupa um lugar importante na vida das pessoas. Ela é responsável por muitas  das decisões tomadas e  pelas consequências de tais atitudes , às vezes positivos, outras vezes negativas.

Agostinho afirmou que existe um grande confronto no qual o ser humano está envolvido:

 o combate entre a vontade humana e a vontade divina. O homem não conhece a vontade de Deus, pois está se distanciando dele, à medida que esse se afasta de Deus, afasta-se também de sua perfeição, pois apenas ele é um ser perfeito.

Em consequência disso, as decisões tomadas pelo ser humano com base na vontade também serão imperfeitas.

A ORIGEM DO MAL

Para Agostinho, Deus, sendo um ser sumamente bom, não pode criar o mal. A origem do mal está, portanto, na ausência do bem. Deus concedeu aos seres humanos o livre arbítrio, ou seja, a capacidade de escolher e decidir entre bem e o mal. Cada decisão tomada deve estar em harmonia com o Divino, caso contrário, elas podem conduzir a más escolhas e ao pecado (geral e pelo excesso).

A VONTADE E A LIBERDADE

Agostinho atribuiu à liberdade uma função de extrema importância, ela tem um papel central na teoria desse filósofo. Razão. (ou a inteligência humana). É responsável pela Liberdade, existe uma relação de subordinação entre a liberdade e a vontade.

A liberdade é a vontade esclarecida pela razão. A razão é responsável pelas escolhas individuais, é a capacidade de avaliar as escolhas de maneira racional, ou seja, proporcionam a consciência dos próprios atos..

A pessoa pode conhecer o que é o bem, mas a sua vontade pode impulsioná-la a agir conforme o mal.

Para Agostinho, o primeiro desvio dá vontade foi o pecado original (cometido por Adão e Eva ao) .

A única forma de se livrar do mal original é aproximando-se de Deus, de sua graça e misericórdia. O homem não pode decidir sozinho sobre suas próprias vidas, pois precisa da Graça de Deus nas decisões que tomará. Essa é a verdadeira Liberdade.

Para o filósofo, o mal não existe, o que existe é a ausência do bem. Quando o ser humano não pratica o bem, deixa de fundamentar suas ações no bem que provém de Deus, então aí está o mal. Desse modo, a única forma de superar a relação conflituosa entre o ser humano e o pecado é por meio da fé em Deus.

A ÉTICA NO PENSAMENTO DE TOMÁS DE AQUINO.

as ideias que discutiremos neste capítulo estão inseridas em um período histórico chamado escolástica. é uma escola filosófica que tinha como base o pensamento cristão, na tentativa de unir a fé e razão. Investigaremos as ideias relativas a ética de acordo com as ideias dos pensadores Tomás de Aquino e Pedro Abelardo, ambos os pensadores cristãos.

Tomás de Aquino, filósofo cristão, depois tornando-se Santo pela igreja católica, teve grande importância no desenvolvimento do pensamento filosófico e religioso da época. Sua grande contribuição para a filosofia foi a união que ele estabeleceu entre pensamento dos filósofos gregos Aristóteles e pensamento cristão, conseguiu reverter a ideia negativa que se tinha sobre Aristóteles e levou para dentro da igreja a filosofia aristotélica, cristianizando-a, mostrando-a que era possível enxergar as verdades divinas na obra de Aristóteles.

A FELICIDADE.

Tomás de Aquino encontrou, nas ideias aristotélicas, muitas semelhanças com sua filosofia cristã. Aristóteles dizia que cada pessoa seria feliz somente quando todas as suas ações estivessem voltadas para o bem da comunidade. Esse é o princípio básico da ética aristotélica: ação baseada na virtude e na busca pela felicidade. Se, para Aristóteles, o homem tem sua felicidade na prática do bem e da virtude, para Tomás de Aquino A felicidade é um bem que todos os seres humanos desejam. Contudo, Aquino afirma que o ser humano encontra a sua felicidade apenas naquilo que o criou, ou seja, em Deus.

Tomás de Aquino elabora seu pensamento filosófico partindo da ideia da existência de Deus, assim como outros filósofos da  Idade Média. Para ele, o ser humano tem o domínio da Liberdade. Deus não tira Liberdade das pessoas, Não dificulta nem atrapalha as suas escolhas.( livre- arbítrio.)

O BEM E O MAL NA TEORIA DR TOMÁS DE AQUINO.

Quando Tomás de Aquino busca entender o bem e o mal, ele se aproxima do pensamento de Agostinho, pois também acredita que o mal é ausência do bem, não sendo uma coisa física, mas ausência da prática do bem. Significa que o mal não faz parte da natureza do ser humano, o que faz parte dela é o bem. Dessa forma, entendemos que o ser humano é essencialmente bom.

Aquino firmava existir duas espécies de mal: a culpa e Atena. A culpa é reconhecida pela consciência da pessoa. Ela sabe quando fez algo errado, quando cometeu uma espécie de pecado, e, por isso, a sua consciência não lhe permite o descanso. A culpa é o maior dos males e é corrigido com a pena.

Assim como Aristóteles, Aquino atribui as virtudes um importante papel, ou de orientar o agir humano para que seja mais justo e perfeito.São motores para aperfeiçoar o ser humano, baseados em decisões e responsabilidades todas as virtudes servem para ajudar o homem em suas relações com as demais pessoas e, sobretudo, com Deus .Aquino define as virtudes (procedentes diretamente de Deus) como:

                          Virtudes cardeais

temperança Permite a moderação dos desejos
PRUDÊNCIA Virtude fundamental entre as virtudes
JUSTIÇA É a virtude nobre, permite procurar o bem do outro como o bem de si próprio
fortaleza Permite eliminar os obstáculos

De acordo com Tomás de Aquino, existe uma lei eterna que governa o universo e nele está presente desde a sua criação. essa lei representa três características fundamentais:

1-INCLINAÇÃO NATURAL PARA O BEM.

É uma inclinação para o bem da espécie humana, para manutenção da vida e do amor. Atitudes como o aborto, o assassinato ou suicídio não fazem parte dessa lei natural.

2º-INCLINAÇÃO PARA AÇÕES NATURAIS.

É uma aptidão para as práticas naturais, com uma união entre o homem e a mulher que geram a vida ou o cuidado para com os filhos.

3ºINCLINAÇÃO PARA RAZÃO E PARA O CONHECIMENTO.

São aptidões próprias dos seres humanos, como o conhecimento, o desejo de conhecer a verdade e investigava, o relacionamento com os outros seres da espécie e a construção de culturas.

A lei que governa o universo não pode ter sua origem em outro ser senão no próprio Deus. Ela é uma força que impulsiona as relações de cada tempo.

A ÉTICA NO PENSAMENTO DE PEDRO ABELARDO

Abelardo também é um dos grandes nomes da Escolástica. Filósofo e teólogo, ministrou aulas para centenas de estudantes. uma curiosidade sobre esse pensador é que,  ele não é religioso no início de sua vida intelectual, no sentido de pertencer a igreja como padre o bispo. Apenas mais tarde é que decidiu dedicar-se à vida religiosa tornando-se Padre.

O pensamento de Abelardo diversificou as discussões sobre a questão do pecado.

Antes acreditava-se na ideia de que as más ações dos seres humanos poderiam ser consideradas pecadoras, independentemente da interação com que foram executadas. Ou, da mesma forma, que as boas ações deveriam ser executadas., sem entender o que as motivou.

Abelardo defendeu que as ações humanas, antes de serem julgadas, deveriam ser realizadas com base nas interações que se encontravam o interior de cada pessoa. Então, ao fazermos uma avaliação sobre um ato qualquer, não devemos avaliar apenas o ato em si sem, antes, consultar aquele que o praticou.

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