A Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), através da Supervisão dos Centros de Educação em Tempo Integral (SUPCETI), iniciou nesta manhã de segunda-feira (20), no auditório da Escola de Governo, no centro de São Luís, o Encontro dos Profissionais do Atendimento Educacional Especializado-( AEE), dos Centros Educa Mais, o mesmo tem como objetivo criar estratégias do processo de aprendizagem, avaliação e acompanhamento dos alunos especiais. O encontro encerará na quarta-feira (22), tempo suficiente para os referidos profissionais do AEE trocarem experiências e socializarem recursos pedagógicos e de acessibilidade para as necessidades específicas do estudante com deficiência.

Além de professores e tutores, os estudantes com deficiência Leandro Carvalho (Surdo) e Emanuely Silva, aluna cega, ambos atendidos nos Centros Educa Mais, também participaram do encontro. Eles puderam falar de suas vivências na escola e o como o  AEE tem contribuído para a melhoria dos seus conhecimentos. Para abrilhantar o ambiente, Teve ainda a participação do jovem autista e cantor Augusto Neto que levantou a plateia com canções de sua autoria, incluindo alguns repertórios dos cantores da Ilha de São Luís.

“Esse encontro foi pensado com muito carinho, tendo como propósito fortalecer as práticas inclusiva dos C E M, por isso estamos reunindo hoje cerca de 42 professores que vieram de diferentes Municípios do Maranhão para que juntos possamos fortalecer as práticas inclusivas, replicá-las para consolidar a Educação Inclusiva no Estado do Maranhão, fazendo a diferença  na atuação desses profissionais ,fortificando o projeto de vida dos estudantes e fazendo acontecer cada vez mais a inclusão na escola e fora da escola. Durante os três dias de encontro, estão previstas palestras, rodas de conversa, troca de experiências e estudo de caso conduzidos por técnicos da SEDUC que integram a Coordenação da Educação Especial e Inclusiva dos Centros Educa Mais, com apoio da Coordenação Pedagógica dos centros”. Informou a professora Pâmella Pereira, disse ainda que segundo determinação do   MEC  os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, os com transtornos globais do desenvolvimento e os com altas habilidades/superdotação nas escolas comuns do ensino regular e ofertar o atendimento educacional especializado – AEE, promovendo o acesso e as condições para uma educação de qualidade

O Ensino oferecido no Atendimento Educacional Especializado é necessariamente diferente do ensino escolar e não pode caracterizar-se como um espaço de reforço escolar ou complementação das atividades escolares. São exemplos práticos de Atendimento Educacional Especializado: o Ensino da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e do código BRAILLE, a introdução e formação do aluno na utilização de recursos de tecnologia assistiva, como a comunicação alternativa e os recursos de acessibilidade ao computador, a orientação e mobilidade, a preparação e disponibilização ao aluno de material pedagógico acessível, entre outros.

O Atendimento Educacional Especializado (AEE) tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e os com altas habilidades/superdotação matriculados em escolas comuns do ensino regular ou integral, promovendo o acesso e as condições para uma educação de qualidade, considerando suas necessidades específicas.

Durante os três dias de encontro , serão trabalhadas temáticas como Fatos e Fakes da Educação Especial e Inclusiva dos Centros Integrais; A dinamicidade do profissional do AEE nas rotinas dos Centros Integrais: caracterizando a realidade; e Altas Habilidades/Superdotação sob um novo olhar: teoria e prática.

No primeiro dia do encontro, foram realizadas atividades de acolhimento e duas palestras: “A Prática Inclusiva nos Centros Educa Mais: Fatos e Fakes”, ministrada pela professora Pamella Pereira, da Coordenação da Educação Especial e Inclusiva dos Centros Educa Mais; e “Atendimento Educacional Especializado: Compartilhando a dinamicidade profissional nas rotinas do Modelo Integral”, ministrada pela professora Aline Carvalho Silva Costa, do Centro Educa Mais Y Bacanga, em São Luís. 

Na quarta-feira, último dia do encontro, será realizada uma oficina para elaboração de Planos Individualizados e Sugestões de Atividades Adaptativas – Construindo práticas Inclusivas Replicáveis.

“O acesso uma educação inclusiva e de qualidade é direito de toda pessoa com deficiência e um dever do Estado. As ações de inclusão precisam ser debatidas, planejadas e compartilhadas para que possamos avançar no processo. Esse processo inclusivo trabalhado de forma incisiva no governo Flávio Dino, com o ex-secretário Felipe Camarão, e agora, nós que fazemos o governo Carlos Brandão temos consciência da importância de avançar nesse processo inclusivo e respeitar as diferenças. Esse encontro é uma das tantas ações planejadas para esse avanço que desejamos”, destacou a secretária de Educação Leuzinete Pereira 

“Quando falamos de uma educação integral e interdimensional, não poderíamos deixar de fazer uma educação inclusiva. Nos Centro Educa Mais, nós recebemos estudantes com múltiplas deficiências. Portanto, o que buscamos com essa agenda mais extensa e intensa é principalmente discutir, trazer experiências e compartilhar práticas desenvolvidas nos Centros Educa Mais. Além disso, elaboraremos um documento orientador das nossas rotinas pedagógicas nas escolas”, concluiu Raquel Melo, coordenadora dos Centros Educa Mais.

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