“É fundamental que professores e estudantes estejam atentos à temática da inteligência emocional, pois problemas nessa área impactam muito no desenvolvimento do indivíduo no ambiente de trabalho. Não se pode mais negar a importância do cuidado com as emoções, sentimentos e as reações que eles provocam”, avaliou a Coordenadora do POLO CESTE em Pinheiro Professora Daniele
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PRÉ-PROGRAMAÇÃO 27 de abril (sábado).

Tarde 13h30minh às 16h00 –

OFICINA Pedagogia

1: Alfabetização e letramento Profª Rôsilene Ferreira

2º Oficina Pedagogia : Afetividade: um diálogo entre o desenvolvimento e a aprendizagem nos espaços escolares. Profª Ester Ratis

3ºOficina Pedagogia : O Emprego da Linguagem Formal no Ensino Superior. Profº Gutemberg Santiago

4ºOficina Pedagogia : Pedagogia de Projetos: “uma proposta para repensar a escola”. Profº Eloadir Araújo

5ºOficina Pedagogia: Fracasso Escolar: Os desafios dos tempos modernos.

REFERÊNCIA PROFISSIONAL

Professor Robert Lindoso: Especialista em Psicopedagogia e Docência do Ensino Superior; Graduado em Administração com habilitação em Gestão de Negócios; Psicologia e cursando Direito.

 Professora Rôsilene Ferreira: Especialista em Psicologia da Educação e Gestão Pública, Pedagoga e Integrante do Grupo de Estudo e Pesquisa de Alfabetização– NALF.

 Professora Ester Ratis: Pedagoga, Especialista em Psicopedagogia e Mestre em Ciência da Educação.

Professor Gutemberg Santiago: Especialista em Educação Integral e cursando Docência do Ensino Superior; Graduado em Letras.

 Professor Eloadir Araújo: Especialista em Docência do Ensino Superior e Graduado em Pedagogia.

A designação de inteligência emocional mais antiga remonta a Charles Darwin, que em sua obra referiu a importância da expressão emocional para a sobrevivência e adaptação. Embora as definições tradicionais de inteligência enfatizem os aspectos cognitivos, como memória e resolução de problemas, vários pesquisadores de renome no campo da inteligência estão a reconhecer a importância de aspectos não-cognitivos.

Em 1920, o psicometrista Robert L. Thorndike, na Universidade de Columbia, usou o termo “inteligência social” para descrever a capacidade de compreender e motivar os outros.[1] David Wechsler, em 1940, descreveu a influência dos fatores não-intelectuais sobre o comportamento inteligente, e defendeu ainda que os nossos modelos de inteligência não estariam completos até que esses fatores não pudessem ser adequadamente descritos.

Em 1983Howard Gardner, em sua teoria das inteligências múltiplas,[2] introduziu a ideia de incluir tanto os conceitos de inteligência intrapessoal (capacidade de compreender a si mesmo e de apreciar os próprios sentimentos, medos e motivações) quanto de inteligência interpessoal (capacidade de compreender as intenções, motivações e desejos dos outros). Para Gardner, indicadores de inteligência como o QI não explicam completamente a capacidade cognitiva.[3] Assim, embora os nomes dados ao conceito tenham variado, há uma crença comum de que as definições tradicionais de inteligência não dão uma explicação completa sobre as suas características.

O primeiro uso do termo “inteligência emocional” é geralmente atribuído a Wayne Payne, citado em sua tese de doutoramento, em 1985.[4] O termo, entretanto, havia aparecido anteriormente em textos de Hanskare Leuner (1966). Stanley Greenspan também apresentou em 1989 um modelo de inteligência emocional, seguido por Peter Salovey e John D. Mayer (1990), e Goleman (1995).[5]

Na década de 1990, a expressão “inteligência emocional”, tornou-se tema de vários livros (e até best-sellers) e de uma infinidade de discussões em programas de televisão, em escolas e mesmo em empresas. O interesse da mídia foi despertado pelo livro “Inteligência emocional”, de Daniel Goleman, redator de Ciência do The New York Times, em 1995.[6] No mesmo ano, na capa da edição de Outubro, a revista Time perguntava ao leitor – “Qual é o seu QE?” – apresentando um importante artigo assinado por Nancy Gibbs sobre o livro de Goleman e despertando o interesse da mídia sobre o tema. A partir de então, os artigos sobre inteligência emocional começaram a aparecer com frequência cada vez maior por meio de uma ampla gama de entidades académicas e de periódicos populares.[7]

A publicação de “The Bell Curve” (1994) pelo psicólogo e professor da Universidade de Harvard Richard Hermstein e pelo cientista político Charles Murray lançou controvérsias em torno do QI. Segundo os autores, a tendência era que a sociedade moderna se estratificasse pela definição de inteligência, não pelo poder aquisitivo ou por classes. O que causou maior polêmica e indignação por parte de inúmeros setores da sociedade foi a afirmação dos autores de que, no que diz respeito à inteligência haveria diferenças entre as etnias.[7]

Os conceitos de Salovey & Mayer

Salovey e Mayer definiram inteligência emocional como:

…a capacidade de perceber e exprimir a emoção, assimilá-la ao pensamento, compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros.” (Salovey & Mayer, 2000).

Dividiram-na em quatro domínios:

  1. Percepção das emoções – inclui habilidades envolvidas na identificação de sentimentos por estímulos, como a voz ou a expressão facial, por exemplo. A pessoa que possui essa habilidade identifica a variação e mudança no estado emocional de outra.
  2. Uso das emoções – implica a capacidade de empregar as informações emocionais para facilitar o pensamento e o raciocínio.
  3. Entender emoções – é a habilidade de captar variações emocionais nem sempre evidentes;
  4. Controlo (e transformação) da emoção – constitui o aspecto mais facilmente reconhecido da inteligência emocional – é a aptidão para lidar com os próprios sentimentos.

Assim, Salvoey e Mayer definem a inteligencia emocional dentro desses quatro domínios pensando em promover não só a inteligencia emocional, como também um crescimento intelectual.

“Inteligência emocional envolve a habilidade de perceber com precisão, avaliar, e expressar emoções; a habilidade de acessar e/ou gerar sentimentos quando eles facilitam o pensamento; a habilidade de entender emoções e conhecimento emocional; e a habilidade de regular emoções para promover inteligência emocional e crescimento intelectual” (Mayer, J.D, Salovey, P, 1997)[8].

Para os autores os indivíduos que possui uma inteligencia emocional elevada é capaz de gerenciar as suas emoções com precisão, conseguem lidar melhor com questões sociais e não se envolvem em comportamentos problemáticos e vícios, como elucidam os autores:

“O indivíduo de EI elevado, mais centralmente, pode perceber melhor as emoções, usá-las no pensamento, entender seus significados e gerenciar emoções, do que outras. Resolver problemas emocionais provavelmente requer menos esforço cognitivo para esse indivíduo. A pessoa também tende a ser um pouco mais elevada nas inteligências verbais, sociais e outras, particularmente se o indivíduo tiver uma pontuação mais alta na porção de emoções compreensivas da IE. O indivíduo tende a ser mais aberto e agradável que os outros. A pessoa de alta EI é atraída para ocupações que envolvem interações sociais como ensino e aconselhamento mais do que para ocupações envolvendo tarefas administrativas ou administrativas. O indivíduo de EI elevado, em relação a outros, é menos apto a se envolver em comportamentos problemáticos e evita comportamentos autodestrutivos, comportamentos negativos, como fumar, beber em excesso, abuso de drogas ou episódios violentos com outras pessoas”

O conceito por Goleman

Goleman definiu inteligência emocional como:

…capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.” (Goleman, 1998)

Para ele, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. Como exemplo, recorda que a maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas e, desse modo, pessoas com qualidades de relacionamento humano, como afabilidade, compreensão e gentileza têm mais chances de obter o sucesso.

Segundo ele, a inteligência emocional pode ser categorizada em cinco habilidades:

  1. Autoconhecimento emocional – reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando ocorrem;
  2. Controle emocional – lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida;
  3.  Automotivação- dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal;
  4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas – reconhecer emoções no outro e empatia de sentimentos; e
  5. Habilidade em relacionamentos interpessoais – interação com outros indivíduos utilizando competências sociais.

As três primeiras são habilidades intrapessoais e as duas últimas, interpessoais. Tanto quanto as primeiras são essenciais ao autoconhecimento, estas últimas são importantes em:

  1. Organização de grupos – habilidade essencial da liderança, que envolve iniciativa e coordenação de esforços de um grupo, bem como a habilidade de obter do grupo o reconhecimento da liderança e uma cooperação espontânea.
  2. Negociação de soluções – característica do mediador, prevenindo e resolvendo conflitos.
  3. Empatia – é a capacidade de, ao identificar e compreender os desejos e sentimentos dos indivíduos, reagir adequadamente de forma a canalizá-los ao interesse comum.
  4. Sensibilidade social – é a capacidade de detectar e identificar sentimentos e motivos das pessoas.

Testes

Os cientistas têm se empenhado em mensurar essas habilidades, tendo sido validados testes como o “Multi-factor Emotional Intelligence Scale” (“MEIS”) (Escala Multifatorial de Inteligência Emocional, 1998) e o “Mayer-Salovery-Caruso Emotional Intelligence Test” (“MSCEIT”) (Teste de Inteligência Emocional de Mayer-Salovey-Caruso, 2002).[9]

Os testes tradicionais medem a capacidade cognitiva da pessoa. Já os de inteligência emocional baseados na habilidade, são passíveis de interpretações subjetivas do comportamento. O maior problema enfrentado quando se trata de medição de inteligência emocional é como avaliar as respostas “emocionalmente mais inteligentes”: uma pessoa pode resolver situações que envolvem componentes emocionais de diversas maneiras.[7]

Metainteligência Emocional

reconhecer os próprios sentimentos, os dos outros e lidar com eles.

O prefixo “Meta” nos remete a um posicionamento futuro, um estado desejado que se faz ao mesmo tempo de parâmetro e estímulo. A escritora Ella Wheeler disse o seguinte: “Um barco sai para o leste, outro para o oeste, levados pelo mesmo vento que sopra. É a posição das velas, e não o sopro do vento, que determina o caminho que eles seguem. Assim também são os nossos caminhos na vida, é a posição da nossa alma que determina a meta, e não os acontecimentos do mundo.”

Metainteligência Emocional é a metodologia de Autoconhecimento com bases em Psicologia, PNL, Filosofia, Coach e Neurociência que tem como objetivo ajudar as pessoas a ajustarem o direcionamento das suas vidas, não somente pela meta que querem atingir ou pelo sonho que querem realizar, mas pelo redescobrimento da sua essência.

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