Professor Correia

Na Idade Média, houve três grandes períodos na história do pensamento: a patrística, escolástica e o Renascimento Cultural.

Nos dois primeiros momentos, Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Pedro Abelardo, entre outros defenderam a fé cristã e lutaram contra as heresias, isto é, contra as ideias que difamavam a imagem da Igreja católica e, portanto, a imagem de Deus.

O pensamento vigente naquele período era o teocentrismo, no qual toda a produção intelectual, política, cultural e, sobretudo, religiosa partia da ideia de Deus como centro do universo, personagem principal e inquestionável. (Veja mapa na p.  405)

O terceiro período, o Renascimento cultural, trouxe uma nova forma de pensar o mundo: a ciência, conhecimento. Ocorreram mudanças no que diz respeito a aceitação da produção do conhecimento.

                       Verifique as características na p.405

Humanismo foi um movimento literário de transição entre a Idade Média e o Renascimento. Muitos estudiosos nem o consideram como movimento literário por ele não possuir características próprias, ou seja, esse período e suas produções carregavam traços do movimento medieval em decadência do movimento moderno em ascensão . Assim, é possível verificar, nas obras literárias desse período, uma mescla do velho e do novo modo de pensar da humanidade da época.

Humanismo caracterizou-se pela importância dada ao ser humano: em vez de valorizar uma personalidade divina, os humanistas aumentaram a participação do indivíduo na sociedade, reconhecendo que é ele o ser especial para o qual todas as atenções devem se voltar. Mas por que essa mudança de pensamento tão drástica? Porque o ser humano é o responsável pelo  trabalho, pelas guerras,  pelos amores e paixões, pelos relacionamentos, pela produção cultural, tudo isso é produto das ações e das decisões humanas.

Passou-se, então, do teocentrismo para o antropocentrismo: teoria que substitui o teocentrismo ao inserir o ser humano no centro da reflexão e do pensamento, tornando-o um ser especial.

CULTURA DIVINA EM TRAJES HUMANOS.

A igreja não aceitou o novo jeito de pensar sobre o mundo e o homem. Sua postura foi intransigente e desafiadora. As novas idéias,  valorizavam a crença no indivíduo e nos valores humanos, em prejuízo de suas doutrinas, que afirmava  ser o homem possuidor de uma natureza pecadora, suja, condenada à tristeza e sedenta de misericórdia de Deus.

Os filósofos do período passaram a expor suas ideias e proclamavam frases que comportavam a doutrina cristã.( página 407.)

Essas frases representam o pensamento dos filósofos do Renascimento, que defendiam o resgate dos valores gregos. Nesse período, o homem passou a ousar ser ele mesmo , sem medo e sem pudor. A nova concepção afirmava que Deus havia criado o ser humano não apenas para adorá-lo, mas também para que pudesse desfrutar de  si próprio, de seu corpo, de sua natureza

Esse resgate trouxe  consigo a valorização do indivíduo. O novo ideal passou a ser de um homem que atuaria em todos os aspectos da vida: na cultura, na arte, na ciência enfim na sociedade.

IDEIAS SOBRE OS ASTROS.

No Renascimento, ocorre mais uma grande mudança no pensamento vigente: alegação do teocentrismo, teoria que defende a ideia de que a Terra era o centro do universo; e a defesa do heliocentrismo, teoria que afirmava ser o sol a estrela em torno da qual giram os planetas.

O primeiro a fazer essa observação foi o filósofo e matemático Nicolau Copérnico ,ele refutou a tese cristã, que era baseado em argumentos bíblicos e dogmáticos, segundo ele, a terra fazia movimentos circulares em torno do sol de modo que ela não poderia ser o centro do universo.

Pouco tempo depois dessa observação de Copérnico, os estudiosos concluíram que o sol também não era o centro do universo e sim uma estrela entre muitas. Outras conclusões a que estudiosos chegaram foram: a  velocidade com a qual um planeta se move é relativa a distância a que ele se encontra do sol. Os movimentos dos planetas em torno do sol não são circulares, mas elípticos. Na época, Copérnico não poderia ter essa convicção, até porque os instrumentos de que dispunha não possibilitavam tais observações.

                                A ERA MODERNA

A Modernidade, situado historicamente entre o século XVII e XVIII, passa por um longo processo de reestruturação na história do pensamento e tem sua origem com o renascimento. Portanto, não se pode estudar a modernidade sem antes aprofundar as ideias que foram resgatados pelos renascentistas, pois são eles que fundamentam a produção intelectual, cultural, científica e política da época. ( P.408).              

                       PENSAMENTO NA MODERNIDADE.

Período entre os séculos 17 e 18, aqui a razão se sobrepõe ao pensamento religioso, a racionalidade foi colocada  definitivamente, no centro da produção intelectual.

Verifique na p 413  a característica na modernidade.

René Descartes filósofo moderno.

Ele é considerado o fundador da modernidade, sua filosofia tinha como objetivo principal encontrado as bases seguras para o conhecimento, Descartes também apresentou ideias importantes a respeito da natureza humana e da ética

As obras de Descartes nas quais podemos encontrar as  reflexões sobre a natureza do homem são: as paixões da alma, tratado do homem e discurso do método

AS PAIXÕES.

Descartes elaborou uma descrição sobre as paixões , afirmando que existe seis paixões originais: admiração, amor, ódio, desejo, alegria e tristeza. As paixões são as reações da alma ao que é prejudicial ou benéfica à pessoa.

UMA MORAL TEMPORÁRIA-VEJA .414

Descartes defendeu a ideia de que a moral provisória seria útil a humanidade como um elemento orientador das ações de cada pessoa. em período de crise e falta de valores morais éticos e determinados, é preciso se apegar aos valores essenciais, fortalecesse com aquilo que há de mais sólido.

BENTO 16

filósofo Bento Espinosa é um dos fundadores do pensamento moderno, juntamente com René Descartes. Dentre os temas discutidos por ele, estão: a questão do conhecimento, as reflexões sobre Deus  e  o mundo e  especialmente,  a é ética.

Espinosa também refletiu sobre as paixões. Defendeu que o ser humano não tem controle sobre as paixões porque elas são com força da natureza. Cada uma das paixões conduz  a outra paixão, tornando este ciclo permanente na vida do ser humano, criando uma falsa ideia de liberdade, pois o ser humano conhece as paixões, sabe o que elas causam, mas não sabe qual é a causa da paixão, dessa forma, existe um mistério sobre as causas das ações que são determinadas ao ser humano.

Um conceito importante em filosofia de Espinosa é o CONATUS que é a essência do ser humano e, também, o esforço de autopreservação que existe nele: Dentre todos os animais, apenas o homem possui consciência desse esforço.

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