A reunião realizada nessa quarta-feira na Aldeia Turizinho, Zé Doca, a pauta principal foi a questão dos problemas detectados na saúde indígena   do Maranhão, teve como propósito também ouvir o que fora debatido na plenária do fórum dos representantes dos CONDISIS ocorrido recentemente em Brasília. Participaram da reunião o Assessor de saúde indígena de Brasília   Ari Kaxarari  da Aldeia Kaapu -Rondônia, Carleane- Conselheira consultiva  do Sindicato  dos profissionais  e trabalhadores da saúde indígena do Maranhão-SINDCOPSI, e diretora de assuntos jurídicos a nível nacional, o Cacique Iracadju Ka’por, Wanderson Flávio-RT, Polo Zé Doca, Iuga Uuri Ka’apor da Aldeia Asairenda- Conselheiro municipal  titular  de Saúde indígena em Zé Doca e o Presidente do  CONDISI Quintino Ka’apor.

O dia na aldeia foi bastante movimentado, os jovens, adultos e professores da Alternância  estiveram atentos às falas dos representantes da saúde, e para animar os participantes presentes na ramada, nada melhor que a belíssima canção interpretada  pelo indígena Ari Kaxarari na língua Kaapu, e como de praxe nos eventos, foram todos recepcionados com a apresentação da dança dos jovens ka’por.  

Como anunciado, o Presidente do CONDISI Quintino Ka’apor relatou com detalhes tudo que foi tratado no fórum em Brasília, disse que durante plenária apresentou as demandas recebidas durante suas visitas de compromisso nas aldeias do Maranhão, até mesmo aquelas que por razões politicas decidiram caminhar de forma isoladas entrou na pauta das reinvindicações.

“Quando estamos na luta para manter os direitos de nós indígenas, não temos lugar certo para ficar, deixamos nossa família para defender uma causa, a nossa casa passa a ser lugar de passagem, passamos pouco tempo com os filhos, por isso me sinto um pouco melancólico, entretanto, nada fará eu baixar minha cabeça, seguirei em frente e quem me proporciona essa energia , essa força é Deus, ele me deu essa oportunidade, motivação para eu fazer a diferença indígena para todos ,explanou Quintino.

Com um tom de desabafo Ari chamou a atenção daqueles que por desconhecerem a cultura indígena não os respeitam e nem   os tratam como pessoas dignas e responsáveis pela preservação da floresta, da Amazônia. ”Nós precisamos mostrar na prática que somos o verdadeiro povo originário dessa terra, todos têm de nos respeitar, independente do costume e da etnia que nós somos, é revoltante saber que contra nós ainda impera muitos preconceitos, por isso devemos honrar o que somos, admitirmos que somos indígenas e não nos envergonharmos da nossa história, desabafou Ari Kaxarari , disse ainda que terá como incumbência destravar em Brasília todo que fora solicitado na reunião.

Como representante do SINDCOPSI, Carliane tomou nota das solicitações  referente à saúde reivindicadas pelas seguintes  lideranças: João Ka’apor ( Aldeia Bacurizeiro), Nerarú ka’por (Aldeia Axinkirendá), Wuakura ka’por  (Aldeia Ibauba-Centro do Guilherme), Nixoi  Guaja ( Alto Turiaçu), Itapirá ( Zé Gurupi),  Auxi Kaápor  ( Aldeia Turizinho), Kikihuaxi , Xuxuri e chicão, representante da juventude e guardiões Ka’apor, seguida ainda pelo representante técnico de saúde do polo de Zé Doca Wanderson Flávio que pontuou diversas dificuldades para o trabalho da saúde indígena  no Município.

Para pôr fim aos murmúrios e mensagem litigiosas compartilhadas de forma maldosas nos WhatsApp, todos os representantes presentes no debate sobre a saúde indígena externaram mensagem de apoio à permanência de Quintino Ka’apor como  Presidente do CONDISI, foram unânimes na afirmação de que ele foi eleito em assembleia de forma democrática, e sobre o mesmo não há nada que desabone  sua conduta, e a depender da vontade dos seus defensores, Quintino terá  o apoio para sua  reeleição.   

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