Em reunião realizada nessa manhã de sexta-feira (16), na   Aldeia Turizinho, várias lideranças indígenas do povo Ka’apor se manifestaram contra os parentes da região do Município de Maranhãozinho por se posicionarem em desfavor do atual Presidente do CONDISI-MA,  Quintino Ka’apor, esses, por razões política estão sendo induzidos pelo grupo de um certo deputado Federal, apoiado por um determinado antropólogo conhecido na região, o mesmo de muitos anos encontra-se escondido e proibido pela FUNAI de entrar em áreas indígenas do Maranhão. A questão é que esse tão antropólogo que está sendo investigado pela Polícia Federal continua agindo nas aldeias e colocando os parentes indígenas um contra o outro.

       Segundo informações das lideranças da Aldeia Turizinho,  o Presidente do CONDISI, Quintino Ka’apor tem exercido com zelo, ética e responsabilidade sua função frente a este conselho, o mesmo em nenhum momento deixou de atender as reinvindicações a ele repassada, de modo particular as demandas referente à saúde na Aldeia Xibomrendá, disseram ainda que antes  os parentes dessa Aldeia  não aceitavam interferência da FUNAI e nem do DSEI-MA, situação que  só  fora resolvido mediante acordo realizado entre  o Presidente do CONDISI  e coordenador do DSEI, a partir de então a  Aldeia  Xibomrendá passou a  receber os carros da SESAI e a equipe de saúde indígena e foram contemplados com a reforma da U B S  -Unidade Básica de saúde.

Além do grupo indígena da região de Maranhãozinho, os indígenas da etnia Timbiras localizado ao Sul do Maranhão, também estão sendo manipuladas por lideranças políticas  que por estarem de olho nas eleições estão criando conflitos, uma guerra desnecessária, isso demonstra que a perseguição contra Quintino Ka’por é totalmente política, querem na força lhe tomar o cargo para colocar alguém que defenda os interesses dos políticos ligados ao Presidente Bolsonaro.

“Nós Ka’apor não concordamos com a interdição da estrada na Região de Grajaú (BR-226), apenas defendemos também a saída do Coordenador do DSEI, desde que em seu lugar seja colocado para assumir o cargo alguém que não seja indígena , nos manifestamos também contra aqueles que estão articulando a saída de  Quintino ,Presidente do CONDISI, chamamos ainda a atenção de um grupo de parentes que estão  mandando áudios criando contendas sobre esse caso, esses não tem respaldo para falar do COMDISI, pois não estão envolvidos e nunca se envolverem com a causa da saúde no território .Nós da Aldeia Turizinho e demais parentes, através da direção do CONDISI estamos acompanhando o movimento da saúde no Maranhão e a nível nacional,  compreendemos  também que por conta das eleições,  estamos passando por  um momento difícil de disputa política, isso tem nos atrapalhado, mas nós estamos aqui para defender nossa saúde, nossos direitos, a permanência do Quintino Ka’apor à frente do CONDISI  e o nome de um outro coordenador branco para assumir o DSEI-Ma “Desabafou o Cacique Iracadju Ka’apor,

No Brasil, são 34 Dsei divididos estrategicamente por critérios territoriais, tendo como base a ocupação geográfica das comunidades indígenas. Não obedece aos limites dos estados. Sua estrutura de atendimento conta com unidades básicas de saúde indígenas, polos bases e as Casas de Saúde Indígena (Casai).

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