Sem querer exaltar-me ou propagandear-me, como simples filósofo e amante da sabedoria, inspiro-me ao belíssimo texto do Jornalista Alexandre Garcia para usar das minhas prerrogativas como professor de filosofia e registrar  minha indignação ao caos que a cada dia se ascende entre a população brasileira, caos que tem aumentado a fila dos desempregados, essa não tem tamanho, é imensa, e a fila dos que tem fome passa por nós a cada dia, e por conta da falta de alimento na mesa do trabalhador cresce a marginalização, e seus filhos são empurrados para o mundo das drogas e consequentemente a fascinação pelo crime, onde entre um assalto e outro vão se habituando à vida fácil, mas  o fim de tudo isso não precisa contar, todos já sabem.

De modo geral, a relação entre o desenvolvimento econômico e as políticas sociais sempre serão perversas. No Brasil, havia a ideia de que era necessário o país crescer economicamente para que o “bolo” fosse posteriormente dividido, isso não passa de uma falácia, o que se sabe verdadeiramente é que  diversos fatores continuam e continuarão contribuindo  para o aprofundamento das injustiças sociais, por conta disso passa a ser notório que a concentração de renda é um dos fatores cruciais para a existência da injustiça social.

         Essa reflexão me fez lembrar do pensador Sêneca, onde afirma: “As grandes injustiças só podem ser combatidas com três coisas: silêncio, paciência e tempo”. Diz ainda, Na vida pública, ninguém olha para os que estão pior, mas apenas para os que estão melhor, e quem está melhor? a classe dos parlamentares! entre esses, alguns  são capazes de qualquer coisa ilícita para manterem-se no parlamento, tem vida fácil, privilégio, luxo e mordomia e ainda são bem pagos para votarem projetos contra os direitos dos trabalhadores. Veja as regalias e o salário de cada Deputado, eles custam mais de R$ 2 milhões por ano, além do gordo Salário de R$ 33.763, recebem auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 101,9 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.788,66 a R$ 45.612,53 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo, ressarcimento de gastos com médicos e  como se não bastasse ainda recebem um aditivo para votarem projetos quando da convocação no período de férias.

Esses são os principais benefícios a que um deputado federal brasileiro tem direito. Entre salários e outras benesses atreladas ao mandato, cada um deles custa ao contribuinte R$ 2,14 milhões por ano, ou R$ 179 mil por mês. Somadas as despesas com todos os 513 integrantes da Câmara, as despesas chegam a R$ 91,8 milhões todo mês. Ou R$ 1,1 bilhão por ano. (Professor Correia).

         Agora veja o texto de Alexandre Garcia

“Estive na minha cidade-natal, Cachoeira do Sul, e visitei um olival que tem 66 oliveiras com 126 anos. Quando elas foram encontradas, na fronteira com o Uruguai, já não produziam olivas, porque a terra se esgotara. Foram transplantadas para solo com acidez corrigida e nutrientes, e eu pude trazer para Brasília uma amostra do azeite retirado das azeitonas que as centenárias voltaram a produzir com exuberância”. Oliveiras do passado se tornaram árvores do presente e do futuro, com o manejo correto.

O estado brasileiro está na fase do esgotamento. A Constituição de 1988 previa uma quantidade de frutos muito além do que poderia ser produzido, e foi se esgotando. A “Constituição Cidadã” está cheia de direitos – inclusive para os fora-da-lei – e benesses, mas com deveres insuficientes para equilibrar dos dois pratos da balança. Ao longo desses 31 anos os débitos foram consumindo os créditos. Os governos foram gastando – Collor, Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer… agora chegou Bolsonaro e não tem mais dinheiro.

Como não tem mais dinheiro, se pagamos uma terrível carga fiscal? Trabalhamos cinco meses por ano só para pagar impostos. E o estado gasta quase tudo consigo mesmo. Inchado, ineficiente, lento. Atrapalha quem quer investir, crescer, empregar. É que o estado foi aparelhado pelos que queriam se manter no poder. Agradar com o dinheiro dos impostos. Fazer caridade com o dinheiro dos que trabalham e suam. No total, o estado sustenta hoje 93 milhões de pessoas, entre bolsas, salários e aposentadorias privilegiadas. O estado gastou mais com bolsas e outras benesses do que com o ensino e a capacitação profissional. Cuidou do passado e não do futuro.

Como as tetas secaram, é preciso reformar a principal fonte de déficit, que é a Previdência, mas também reformar o estado, que precisa de músculo para prestar serviço, e não da gordura sedentária que quer lagosta no cardápio. Mas é preciso secar também a burocracia pesada, que atrapalha. E reformar os tributos, para torná-los mais simples e pagáveis. Estado não cria riqueza, mas pode gerar pobreza, causando inflação, que tira de todos, em especial os mais pobres. Queremos que o Brasil seja o país do futuro e não nos livramos de estruturas e métodos do passado.

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