Indignados com os erros cometidos pela direção do PDT no Maranhão, centenas de pedetistas, entre esses os históricos, decidiram declarar apoio à pré-candidatura de Carlos Brandão ao Governo do Estado, com esse esvaziamento ficou difícil para o Senador Weverton Rocha e o que se comenta nos bastidores é que não tardará para que outros que ainda não se decidiram venham também fazer parte do grupo de Carlos Brandão.

Como diz o velho ditado, tudo que se faz de ruim, um dia a conta chega, é o que está acontecendo como o Senador, deram a ele força, asa forte para voar, se sentiu forte e conseguiu fazer com que muitos históricos deixassem involuntariamente o partido, por esse erro cometido no passado, o jovem Rocha começou a receber as contas, e todas com valor altíssimo, enquanto isso os que já esqueceram o jovem Senador estão em outro patamar e sentindo-se mais valorizados no grupo de Carlos Brandão.

Brandão conseguiu agregar todos os que disseram não ao PDT, recebeu em massa uma grade apoio, dentre esses o mais emocionante foi o da viúva de Jackson, Dra. Clay a com ela vieram centenas de militantes históricos e fundadores do partido, todos em um só ato declararam apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão ao Governo do Estado e levaram consigo os símbolos do PDT e do socialismo.

A debandada,  se deu por conta da traição aos ideais socialistas de Jackson e Brizola na gestão do senador Weverton, à frente do PDT. Todas as falas durante o evento de adesão dos “históricos” à pré-candidatura de Carlos Brandão foram unânimes em chamar WR “traidor da memória de Jackson e Brizola”.

A pré-candidatura a governador de Weverton, com a saída dos “históricos”, se mostra fragilizada diante da perda dos únicos elementos que compõem a sua metáfora de candidatura, a figura de Jackson Lago e a militância histórica do partido. Fragilizada também por WR estar desautorizado pela família Lago e pelos militantes históricos do partido a citar o nome do Dr. Jackson em suas falas.

Outra situação que condiz com sua fama de traidor é o fato de Rocha renegar o presidenciável Ciro Gomes de seu próprio partido, para figurar ao lado de Lula do PT em todos os tipos de mídia. Afinal, de quem trai sua própria biografia não se pode esperar outra coisa.

Após os “históricos” e a família Lago declararem apoio à pré-candidatura de Brandão, uma meia dúzia de inominados, filiados ao PDT e pressionados pelo “comando do partido”, publicaram uma carta chamando de traidores todos aqueles que aderiram à pré-candidatura de Carlos Brandão.

Entretanto, depois da debandada dos “históricos” vários pré-candidatos a deputado abandonaram WR e aderiram à pré-candidatura de Brandão, sob o silêncio das missivas e do “comando do partido”.

Weverton sempre vendeu sua imagem ligada à força da militância do PDT, que vem dos tempos onde o PDT ainda era uma ideia na cabeça do exilado Leonel Brizola. Desde sua criação em 1979 o PDT vinha se mantendo um partido de unidade e fiel às suas origens, até a morte de Dr. Jackson, quando WR assumiu o comando da legenda no estado e tentou apagar a memória de Jackson para construir a sua própria. Deu no que deu!

“Noite das Filiações”

Abatido pela debandada da militância histórica do PDT de sua pré-candidatura, e sem o apoio dos eleitores de Ciro no Maranhão, Weverton promoveu um evento midiático que intitulou de “Noite das Filiações” para tentar refazer sua militância, evento que mais pareceu noite das contratações. Algumas pessoas que participaram do evento reportaram ao blog que há um clima de desânimos nos que ficaram ao lado do senador.

O evento da noite do dia 18 sem os “históricos” e a família Lago mostrou um PDT vazio na sua essência, pois os “novos filiados” serão meros figurantes de uma pré-campanha infeliz (até no slogan, pois a Space-X de Elon Musk fez um foguete dar ré), com um pré-candidato midiático e capaz de esquecer facilmente seus aliados e substituí-los por outros sem pestanejar, em prol de suas conveniências.

Lobo em pele de cordeiro

A rosa vermelha, símbolo do PDT, é associada ao socialismo, doutrina política e econômica baseada sobretudo no princípio de igualdade. O símbolo que une o punho e a rosa, idealizado por Motchane, que foi um dos membros históricos do Partido Socialista da França, tem como indicador os valores humanistas e democráticos.

Weverton Rocha, toma para si próprio os símbolos do socialismo como se fossem criação de sua agência publicitária, para se fazer passar por político de esquerda, coisa que nunca foi nem é.

O senador Weverton, na sua juventude foi presidente da UMES – União Municipal dos Estudantes Secundaristas, e também foi filiado ao extinto PSD – Partido Social Democrático, de extrema direita remanescente da ARENA, que à época tinha como presidente estadual no Maranhão o ex-deputado Manoel Ribeiro, aliado histórico de José Sarney.

A ARENA – Aliança Renovadora Nacional foi um partido político brasileiro criado em 1965 com a finalidade de dar sustentação política à ditadura militar instituída a partir do Golpe de Estado no Brasil em 1964 que, com a redemocratização, passou a se chamar PSD.

Rocha, presidiu à época a juventude do PSD de Manoel Ribeiro, que se manteve à frente da Assembleia pelo maior período de tempo ininterrupto (93-2003), e de quem Weverton era muito próximo. Entretanto, esse fato da sua vida política WR faz questão de apagar, literalmente, de sua biografia.

O jovem franzino, filho de professora, negro e pobre, era militante de direita e defensor da oligarquia Sarney, mas na sua biografia na Wikipedia, consta que sua vida política começou “aos 16 anos, quando filou-se ao PDT” e ingressou na Juventude Socialista daquele partido, mas não menciona o tempo que passou à frente da Juventude do PSD (antiga Arena), partido de extrema direita historicamente ligado a Sarney no Maranhão.

O jovem Weverton pulou do PSD (antiga Arena) de extrema direita, para a esquerda socialista do PDT, por conveniência e interesses, e quer apagar essa parte de sua história de sua biografia política.

Sistema Difusora de Comunicação

Aquele jovem franzino, negro e pobre, atualmente é dono de grande fortuna (que não herdou, nem ganhou na loteria), dizem até que chegou a arrendar um complexo de comunicação de rádio e Tv em São Luís e que é proprietário de uma invejável mansão às margens do Rio Preguiça, em Barreirinhas, frequentada pelo filho 01 do Presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro.

Weverton também é amigo do advogado Willer Tomaz de Souza, que supostamente é seu sócio em empresas de comunicação no estado e figura como seu advogado em uma dezena de processos que o senador responde na Justiça, sendo um deles por suposto desvios de recursos na reforma do “Ginásio Costa Rodrigues”, que levou ao bloqueio de bens do senador Weverton.

Um artigo que conta a história do Sistema Difusora de Comunicação que você pode ler na íntegra AQUI, dá conta de que WR é sócio do advogado Willer Tomaz em várias empresas de comunicação no Maranhão:

“Em 2016, após uma crise financeira no grupo, que culminou na demissão de mais de 200 funcionários, sendo a maioria deles na TV Difusora, saem notas na imprensa de que Edinho Lobão estaria vendendo a TV Difusora. Lobão a princípio, negou a venda, porém em março daquele ano, a TV Difusora e a Difusora FM foram arrendados em São Luís e em Imperatriz, com opção de compra, pelo então deputado federal Weverton Rocha, representado pelo empresário e advogado Willer Tomaz de Souza. A família Lobão então passou a controlar apenas a Rádio Difusora em São Luís e Barra do Corda, e a TV Athenas.

Em abril de 2018, Weverton Rocha comprou dos familiares do falecido deputado estadual Humberto Coutinho, o Sistema Sinal Verde de Comunicação, baseado em Caxias, agregando a TV Sinal Verde e a rádio Sinal Verde FM ao Sistema Difusora de Comunicação. Em março de 2020, quatro anos depois de iniciado o arrendamento do grupo, Weverton Rocha e Willer Tomaz de Souza exerceram sua opção de compra e adquiriram definitivamente o Sistema Difusora de Comunicação, transferindo-o para uma nova razão social, Difusora Comunicação S/A.”

Vamos disponibilizar AQUI o link de uma matéria da Veja intitulada “O ‘palácio’ de Planaltina onde são tomadas grandes decisões da República”, que conta o envolvimento do advogado Willer Tomaz em escândalos de corrupção.

 

 

 

 

 

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