A proposta é deixar de lado a polêmica entre enfoques e discutir o que realmente funciona no ensino da leitura e da escrita

A controvérsia é velha. Você deve conhecê-la: na hora de alfabetizar os alunos, qual caminho seguir? Há pelo menos 100 anos essa é uma das mais fortes polêmicas da Educação. Não só aqui: vários países registram versões mais ou menos estridentes da disputa entre formas de ensinar a ler e escrever. Começou nas primeiras décadas do século passado, com a briga em torno do melhor método. Ganhou novos contornos a partir dos anos 1980, quando as investigações de Emilia Ferreiro trouxeram valiosas informações sobre como as crianças refletem sobre a escrita. O marco é o lançamento de Psicogênese da Língua Escrita (Ana Teberosky e Emilia Ferreiro, 300 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 79 reais). “O debate deixa de ser sobre atividades externas ao aluno e passa a considerar como ele pensa”, diz Ana Paula Dini, doutoranda em Educação e Linguagem pela Universidade de São Paulo (USP) e professora da rede particular da capital paulista.

 

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